terça-feira, 16 de outubro de 2012

PROGRAMA A VOZ DO POVO APRESENTADO PELO PROMOTOR MARINHO MENDES. É UMA SENSAÇÃO EM JACARAÚ-PB.

Todas as Segundas, a partir das 12h30, a Rádio Comunitária Alvorada de Jacaraú leva ao ar o Programa a Voz do Povo, apresentado pelo Promotor de Justiça da cidade Marinho Mendes Machado.
O programa é campeão de audiência e é ouvido nos municípios de Jacaraú, Pedro Régis, Lagoa de Dentro e Curral de Cima, todos nos Estados da Paraíba, mas conta com uma grande audiência nos município de Nova Cruz e Montanhas, no Estado do RioGrande do Norte.
O programa é dividido em quadros, o primeiro com a entrevista do dia, sempre com alguém que se destaca na cidade, não importa a sua classe social, tendo preferência os estudantes jovens, artistas e pessoas pobres que se destacam por algum motivo na cidade. O vendedor de picolé, de sorvete, o vigia, o aguador das praças, o gaiteiro, todos tem vez no programa, mas desde que sejam exemplos na comuna.
O segundo quadro é o "momento teológico", como ele é Bacharel em Teologia, apresenta uma versão bem moderna da bíblia, tornando-a agradável para quem deseje passar a lê-la.
No terceiro, intitulado "o crime que abalou o Brasil" ele lê e comenta crimes que abalaram a opinião pública brasileira ou local, sempre mostrando que o crime não compensa para ninguém, o final do acusado sempre é muito dramático.
Ele também apresenta o quadro "nossos direitos", onde se discute desde direitos de vizinhança (se o vizinho pode tirar a manga que pende para dentro do seu quintal, mas que o pé encontra-se no quintal do vizinho), até direito do consumidor e da família e termina rezando pelo aflitos, doentes, deseamparados e por quem necessite de oração.
Marinho conta como auxilaires no seu programa o Egenheiro Elétrico Rodolfo Liberal (um grande pensador), Luiz Avelino, Professor de História e Bacharel em Direito, do Estudante de Ecologia Juscelino Braz e da Fisioterapeuta Josielma, todos discutindo assuntos do mais alto interesse da cidade, como acessibilidade, diversidade de gênero, urbanização, geração de emprego e renda, criação de equipamentos indispensáveis à uma convivência pacífica e qualidade de vida, dentre outros.
O Promotor e Apresentador possui um caderno com centenas de nomes, os quais são alvos de alô e abraços.
Ontem, dia 15 de outurbo, a entrevistada foi Raquel Farias, e o tema foi sua monografia de colação de grau em Geografia, que tratou sobre a urbanização da cidade.
Quando foi criado no começo do século XVII, na Suécia, o ombudsman (ouvidor) era um agente público encarregado de limitar os poderes do rei, para que eventuais déspotas pouco ou nada esclarecidos pudessem cometer arbitrariedades e atrocidades contra os cidadãos, fossem eles nobres ou plebeus.
A Suécia exportou o seu modelo de ouvidoria para outros países da Europa Ocidental, inclusive congêneres monárquicos nem tão democráticos assim. Eis por que nos replicadores pouco afeitos à transparência e liberdade de expressão logo a instituição seria desfigurada para transformar o ouvidor em uma espécie de fuxiqueiro real, de dedo-duro da Corte, de entregador ao rei das queixas e denúncias que ouvia.
Foi assim em Portugal e, principalmente, no Brasil colônia, onde o ouvidor não representava o cidadão, porque antes “atendia ao titular do poder, reportava ao rei em Portugal o que acontecia na colônia” (confira em ‘História da Ouvidoria’, no sítio ouvidoria.unb.br). Parece ser exatamente esse o perfil de ouvidor da compreensão e agrado do nosso governador.
Digo isso porque ouvi Sua Majestade, visivelmente irritado, manifestar durante o feriadão todo o seu desagrado e desconforto ao responder a uma pergunta de repórter da TV Cabo Branco sobre as denúncias da nossa ouvidora de Polícia Valdênia Lanfranchi, que mostrou ao mundo o quanto a Paraíba é assolada pela constância e impunidade da corrupção no meio policial.
Em depoimento ao jornal Folha de S. Paulo, publicado segunda-feira retrasada (8), Valdênia falou que a Paraíba é “o quintal dos Estados do Nordeste”, onde os policiais corruptos seriam pós-doutorados na matéria. Confirmou ainda a existência de grupos de extermínio e do kit tortura (saco plástico, aparelhos de choque e gás de pimenta) que os maus policiais, além de covardes, usam contra presos pobres.
Doutora Valdênia também concedeu entrevista à TV Cabo Branco, no último dia 11, reafirmando praticamente as mesmas denúncias que a recolocaram na galeria das personalidades nacionalmente admiradas pela garra e destemor com que defendem uma polícia melhor, decente, competente e respeitadora dos direitos humanos.
A mesma emissora ouviria depois o governador do Estado, que se mostrou indisfarçadamente contrariado por Valdênia estar fazendo o certo, que é denunciar o errado e gritar pra todo mundo ouvir que aqui a barbárie policial é fato. Lamentavelmente, um fato merecedor de pouca ou nenhuma atenção de um governo omisso ou impotente diante de questões como essa. Ou, ainda, um fato alvo de apurações lenientes por parte da Corregedoria da Polícia, especialmente quando os investigados por crimes são oficiais.
Pois bem, o nosso imperador disse sem meias palavras que a Ouvidora deveria limitar-se a ouvir e a repassar aos superiores o que ouvia. Pelo que entendi, insinuou que a Doutora Valdênia teria sido no mínimo açodada ao fazer acusações, mesmo genéricas, que não teria como provar.
Nas palavras reais vamos encontrar a mais perfeita tradução de um imenso retrocesso, surpreendente até mesmo partindo de quem partiu, ou seja, de Ricardo Coutinho, quer dizer, desse irreconhecível Ricardo Coutinho que aí está e que a Paraíba, por ilusão ou equívoco monumental, elegeu governador.

Promotor enaltece a Ouvidora

Sob o título ‘A Civilian Oversight não é mouca’, o promotor de Justiça Marinho Mendes escreveu belíssimo artigo em defesa do trabalho da Ouvidora Valdênia, onde diz também que a resposta do governado às denúncias publicadas já era esperada, em se tratando de um governante “que opta por dirigentes despossuídos de quaisquer projetos de segurança pública, por gerentes de sistema penitenciário que não sabem sequer o significado de ressocialização, mas conhecem a fundo a violação aos direitos humanos (chapões) e a famigerada militarização dos presídios”.
Desse jeito, complementa o Doutor Marinho, o governador “só poderia mesmo querer desqualificar a nossa honrada, destemida e retilínea conselheira (refere-se ao fato de a Ouvidora ser também membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos), que não falou irresponsavelmente não, ela tem dados, documentos, provas”.
Ele conclui lamentando ouvir bobagem de quem parece “encantado não pelo canto da sereia, mas pela batida dos coturnos, que, ritmados, solfejam a decadência e até a surdez de quem deveria ouvir”, mas fala desorientado porque “gosta de continência, de sim-senhor, de meia-volta” e fala sem sentido porque não manda apurar “os crimes perpetrados por bandidos que ostentam a farda da Polícia e por isso a mancham”.
No arremate, adverte que o governador, além de surdo, corre o risco de ficar cego “com seus gases de pimenta e inerte com os disparos das armas de choque, que hoje atingem os invisíveis, mas que invisivelmente levam por água abaixo um sonho que foi de todos os paraibanos, o do choque nas estruturas, que não veio nem virá mais, infelizmente”.

Tomada de posição glicerinada

Da apresentadora de tevê Fernanda Albuquerque, via Twitter, no melhor estilo Potinho de Veneno: “O sabão mais vendido nos últimos dias: neutro. É tanta neutralidade na Paraíba que a Unilever está pensando em aumentar a produção!”.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012


A PROPAGANDA INSTITUCIONAL NÃO BATE COM A REALIDADE - A VIOLÊNCIA NÃO DIMINUIU NA PARAÍBA.


Polícia

Quatro jovens sofrem tentativa de homicídio em Guarabira, um deles é “Mucilon”

Mucilon e mais duas jovens foram atingidos
Por Jaceline Marques
Na noite deste domindo (14), por volta das 20:00hs, uma tentativa de homicídio a quatro jovens, foi registrada na cidade de Guarabira.
As vítimas , Matheus Severiano Gaião 19 anos,vulgo ”Mucilon”,  Wiliane da Silva 15 anos, Geiseane Souza Bernardo de 16 anos,  e um elemento conhecido como Gêmeo, Ambos vinham da cidade de Pilõezinhos, quando dois elementos em uma moto Honda Titan, vermelha, Efetuaram vários disparos, o crime aconteceu próximo ao pronto Socorro de Fraturas, no centro de Guarabira.
Os disparos atigiram três dos quatros jovens, Wiliane, foi atingida no abdome,  Geiseane no pescoço, e Mucilon, o mais grave, ele foi atingido na perna próximo a virilha, o mesmo, ainda conseguiu sair correndo do local, até a igreja evangélica Deus é Amor, na rua são Manoel, o Gêmeo não foi atingido.
As vítimas foram levadas para o hospital Regional de Guarabira e em seguida transferido para o Hospital de Trauma em João Pessoa.
Mucilon sendo transferido para o Hospital de Trauma
Local onde Mucilon Buscou abrigo para não morrer
Mucilon estava fora da cidade, pois havia sofrido ameaça de morte, segundo informações de um tio do rapaz, o mesmo só veio a Guarabira para visitar um parente, e iria sair da cidade amanhã (15).