domingo, 16 de março de 2014

ATOS LAMENTÁVEIS E DITADURA HOMENAGEADA
 

Infelizmente, pessoas sem opinião e sem nenhuma ideologia, às vezes até com diploma de curso superior, numa demonstração de que faculdade não dar saber para uma formação humanista, estão tentando ressuscitar práticas de triste memória, as quais levaram este país aos escombros, às trevas do mais abjeto atraso e onde uma violência institucional fascista, matou, exilou e fez desaparecer pessoas que integravam movimentos de consciência, que não concordavam com a ditadura escancarada e maléfica, conduzida por generais, cujo saber se resumia a contar um, dois, três, quatro e que afundaram a nossa pátria, cassando cientistas, novos valores, grandes pensadores e extirpando o planejamento, basta ver a crise de administradores por qual passamos.
Vejam alguns desses tristonhos movimentos de ontem e práticas abomináveis de agora que glorificam e veneram a execrável ditadura.

A Marcha da Família com Deus pela Liberdade 

Esse movimento foi orquestrado pelo clero conservador, pelos políticos reacionários e pelos empresários gananciosos paulistas, em resposta ao discurso de João Goulart, proferido em 13 de março de 1964, prometendo desapropriar terras numa faixa de 10 km às margens de rodovias, ferrovias e barragens, transferindo-as para a União, além de ter assinado atos repassando para o controle federal cinco refinarias de petróleo, além de se comprometer em realizar as reformas de base, como sendo administrativa, agrária, financeira e tributária, coisas importantes para o país, que os movimentos antiquados, caducos e arcaicos de então não permitiram, findando por instalar-se um governo militar que enterrou todos os sonhos daquela juventude e da massa com opinião daquele momento histórico.

Processo contra Rubens Nóbrega

Para mim, no meu modesto sentir, o Jornalista Rubens Nóbrega, é o melhor, o maior, o mais pujante em produção de fatos importantes e verdadeiros no horizonte político do sublime torrão, honesto, leal, profundamente independente, não nasceu para se curvar a ninguém e muito menos para servir de muleta a mandatários de plantão e não merecia pelo seu íntegro labor de bem noticiar, receber processos em seus briosos ombros, ombros sobre os quais nenhum pretenso poderoso jamais montará, pois forjados na dignidade, compostura, decência, decoro e o mais dos apuradores pudores, suas palavras e suas letras só incomodam os tiranos, os não republicanos, os que odeiam a democracia e a liberdade de expressão, mas que adoram os pelegos, os lacaios, os áulicos, os xeleléus e os bicos doces que habitam palácios e repartições, pois esses, sem coluna, sem pernas e sem ombros, sem um esqueleto que reúna virtudes, estão sempre prontos para açoitarem palmas e louva a deus.
E assim, os cinqüenta anos de ditadura foram homenageados, o Governador da Paraíba em inominável cortesia e deferência ao indecoroso cinqüentenário atravessou processos e mais processos contra o talentoso e competente jornalista, algo muito ruim no curriculum vitae de alguém que si dizia republicano, mas talvez também tenha sido orientação dos aduladores e chaleiras que os rodeiam, já que o poder possui também o fenomenal poder de cegar as pessoas que ascendem .

Afastamento de Padre Bosco e Guianny

Em ato autoritário, desapropriado, inconveniente e intransigente, sem direito ao contraditório, após receber uma pessoa que serve aos interesses dos chefes que passam pela Secretaria da Administração e outra afastada da Pastoral Carcerária por conduta indevida, o Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo de Cilo Pagoto, afastou da já mencionada pastoral o Padre João Bosco do Nascimento e Guianny Coutinho Mendonça, e o pior, ainda verberou que é a favor do maior de todos os atos que atentam contra a dignidade de mulheres paraibanas, a odienta e inaceitável revista íntima, numa demonstração que o pastor maior da capital deixou de amar os pobres, os humilhados, os oprimidos, os despossuídos e portadores de todas as necessidades, pois esta é a doutrina e o projeto de Jesus, para cerrar fileiras com o poder, com o servilismo, já que Padre Bosco e Guianny, tudo que fazem todos os dias das suas vidas, é caminhar na estrada do amor, da esperança para aqueles que já não as tem mais, uma vez que o poder apoiado pelo Bispo, lhes nega o mais elementar de todos os direitos, o do respeito á dignidade humana, como também cobram justiça social para o mais excluído de todos os segmentos, aquele que habita as prisões.
O Bispo visitou um Senador que foi recolhido ao cárcere, mas ali, tenho certeza, não se obrigou as mulheres que visitaram o político a se despirem, a se depilarem antes, a se acocararem várias vezes, a levar toques, pois, se tal aberração tivesse ocorrido, ele teria emprestado a sua voz contra tamanha ignomínia.
Este ato também consiste numa das reverências ao cinquetenário de uma das fases mais dolorosas do Brasil, a ditadura militar.

A prisão dos conselheiros

Eu no meu mais modesto entendimento, pensava que a prisão dos Conselheiros Estaduais dos Direitos Humanos do Estado da Paraíba seria uma nódoa indelével, indestrutível e inextinguível em qualquer governo, se não punida com o devido rigor, todavia, no atual staff da Paraíba, este ato também se exteriorizou como uma das mais afáveis e meigas mesuras e saudação aos cinqüenta anos do governo militar, inclusive, para desmoralizar os movimentos sociais, seus autores foram promovidos, com assunção de cargos importantes.

Os processos de Valdênia, Guianny e Laura Berquó

Essas três mulheres que orgulham esta Paraíba e seu povo, também estão sendo perseguidas pelo establishment, pelo grupo sociopolítico incrustado no poder, a primeira ao denunciar irregularidades na Polícia Militar, foi condenada num feito administrativo, mesmo com todas as evidência da presença de daninhas eivas, ela foi quem foi punida, enquanto Guianny Campos Coutinho, teve um processo fabricado dentro do Presídio Feminino de João Pessoa, dirigido por uma mulher que se exibe nas redes sociais com fotos ao lado do Governador, do Senador Cássio e da Primeira Dama, visando impressionar incautos sobre os seus prestigiosos laços com o poder, ou seja, coagiram uma detenta para acusar Guianny de ter praticado ameaça contra ela, o que caracteriza-se como uma caraminhola e embuste próprio de farsantes e não de servidores honestos. Finalmente, após levar ao conhecimento da Secretaria de Administração Penitenciária possível prática de torturas na Penitenciária Júlia Maranhão, a Conselheira Laura Berquó responde processo administrativo na Ordem dos Advogados do Brasil, pois, o Procurador do Estado que presidia a comissão de sindicância, após passar a defender a diretora da casa penal de forma apaixonada, em espaços sociais e na mídia, enviou para a OAB as cartas com denúncias de sevícias enviadas por segregadas do Júlia Maranhão, verberando que as mesmas podem ser falsas e ter sido obra da destemida conselheira, isto sem qualquer indícios, sem qualquer perícia, sem qualquer juízo de prelibação de que isto, ainda que remotamente pudesse ter ocorrido.
Assim, a ditadura não tem o que reclamar na Paraíba, uma pena, pois mais uma vez, o povão é o grande perdedor e a direita perversa e sádica, sempre vitoriosa, e com esses atos nefastos e inteiramente desoladores, na verdade eles querem é gritar a todo pulmão: VIVA A DITADURA!

Resposta de Dom Aldo


Não se calam os profetas
Sob esse título, a Coordenação Nacional da Pastoral Carcerária divulgou ontem nota de apoio a Guiany e ao Padre Bosco. Nela, ressalta que a decisão de Dom Pagotto, além de violenta e injustificada, contrapõe-se aos novos rumos da Igreja Católica abertos com o advento do Pontificado de Francisco. “Lamentavelmente, na contramão dos ventos que sopram do Vaticano, a Arquidiocese da Paraíba está testemunhando a perseguição à profecia, com a ascensão da arbitrariedade. A atitude de dom Aldo Pagotto, arcebispo da Paraíba, de afastar o padre João Bosco do Nascimento e a senhora Guiany Campos Coutinho de suas funções na coordenação da Pastoral Carcerária da referida Arquidiocese, é violenta e injustificada. Tal iniciativa representa uma oposição e um combate à ação pastoral e evangelizadora das pastorais sociais e das diretrizes do Documento de Aparecida (parágrafos 427-430)”, diz um dos trechos mais impactantes da nota.

Do Professor Virgolino

Caro Rubens, sou católico, praticante e atuante na Igreja (Paróquia de N. S. Auxiliadora, participando do ECC, das Pastorais da Família e do Grupo de Canto). Trabalho para a Igreja de Cristo e, agora, de Francisco, o Papa.
Porém, faço questão de afirmar, desde sua chegada e por medidas e comportamentos incondizentes com o que eu entendo de arcebispado, que não me sinto comprometido com a posição controversa de D. Aldo Pagotto.
Muitos padres com quem trabalhei, e posso atestar que são clérigos vocacionados e construtores da Igreja de Cristo, foram imotivadamente perseguidos, isolados, transferidos, como se fora uma administração pública, dessas que têm à frente um político caciquista que só quer a seu lado acólitos e bajuladores.
Entrando em searas que nada têm a ver com a atividade pastoral, o nosso arcebispo costuma sair por aí criando arestas e desentendimentos que só prejudicam o real papel da igreja.
São muitos os casos dessa errática atuação do Arcebispo Chefe da Arquidiocese da Paraíba.
Essa é a observação de um membro da comunidade católica que tem a consciência tranquila de que presta um serviço para Deus, podendo livremente manifestar-se sobre o condutor local da Igreja, sem questões pessoais, mas fruto da observação feita como ovelha, só que ovelha de duas pernas e cabeça para pensar, e não seguir cegamente caminhos que entende não ser os da verdadeira Igreja do século XXI.
Atenciosamente,
José Virgolino de Alencar
Católico Apóstólico Romano e Cidadão da Comunidade.
NOTA DE ESCLARECIMENTOS
 
SOBRE A PASTORAL CARCERÁRIA NA ARQUIDIOCESE DA PARAÍBA
Comecei os meus contatos com a Pastoral Carcerária de João Pessoa, em 1996, quando Dom Marcelo Pinto Carvalheira assumiu o arcebispado na Arquidiocese da Paraíba. O trabalho de Pastoral Carcerária era conduzido por Solemar, Ir Vitória, Padre Jaime, irmão Guido, Padre Antônio Maria, Padre Vicente Zambello e vários outros leigos e leigas, entre eles a senhora Guiany Campos Coutinho.
A Pastoral Carcerária da Arquidiocese, coordenada por essa equipe, fez um trabalho muito significativo pelo nível de dedicação dispensada ao trabalho e, por isso, o nosso estado foi se destacando no cenário nacional.
Integrando essa equipe, fiquei coordenador arquidiocesano por um período e aprendi muito, com o testemunho dessa equipe abnegada de Joao Pessoa.
Depois dessa experiência fiquei na articulação do estado, seguindo o trabalho do padre Antônio Maria, mas, vale salientar, que a Arquidiocese da Paraíba sempre manteve o seu trabalho com uma boa equipe de coordenação e sempre participou dos encontros estaduais que se sucederam a cada ano em forma de rodizio nas cinco dioceses (Arquidiocese da Paraíba e as Dioceses de Campina Grande, Guarabira, Patos e Cajazeiras), já por 18 anos seguidos. A Arquidiocese da Paraíba sempre levou o maior número de agentes de pastoral para os encontros estaduais.
Atualmente, a Pastoral Carcerária da Arquidiocese da Paraíba tem uma coordenação colegiada, que foi reestrutura no início do mês de junho de 2013 composta pelos seguintes membros: Padre Liginaldo Miguel dos Santos, Solemar Mendes de Sena, Massilon da Silva Ramos, Valéria Maria dos Santos Fragoso e Guiany Campos Coutinho conforme registro em ata já divulgada. Vale salientar que como Solemar Mendes de Sena, a Senhora Guiany Campos Coutinho, já coordenou a Pastoral Carcerária da Arquidiocese da Paraíba por mais de uma vez com o reconhecimento da Arquidiocese inclusive com anotações de seu nome como referência no Anuário Arquidiocesano.
Com a chegada de Dom Aldo, na Arquidiocese da Paraíba, a Pastoral Carcerária foi a primeira a convida-lo para participar de uma reunião que aconteceu no Mosteiro de São Bento para a acolher do arcebispo e apresentar seu trabalho.
Outro momento marcante em que a Pastoral Carcerária da Paraíba se reuniu com Dom Aldo foi com a presença da presidência do Regional: Dom Antônio Muniz Fernandes e Dom Jaime Vieira Rocha. No término daquela conversa Dom Aldo, que demonstrou-se incomodado durante todo o tempo, disse que Pastoral Carcerária não seria prioridade para a Arquidiocese e que ele não fosse procurado para tratar dessa matéria.
Como a Pastoral Carcerária na Arquidiocese sempre teve uma boa equipe de articulação, o trabalho se manteve sem muitas alterações.
Ao longo desses 18 anos a Pastoral Carcerária conseguiu ser uma referência no que se refere à realidade carcerária uma vez que só ela tem uma presença frequente, semanal, através de suas equipes visitando as unidades prisionais, sendo a presença da Igreja, através de cada membro, cada agente, que cumpre sua missão de batizado. Afinal, é a cada pessoa que Jesus se dirige quando diz “Eu estava preso e vocês foram me visitar” Mt. 25,36
No estado da Paraíba o trabalho da Pastoral Carcerária sempre foi apoiado pelos bispos da Província e eu, pessoalmente, sempre fui apoiado pelos bispos da Diocese de Guarabira, da minha diocese: Dom Marcelo Pinto Carvalheira, Dom Antônio Muniz e Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena.
A nossa atuação está articulada com a Coordenação Nacional da Pastoral Carcerária e com a CNBB do Regional Nordeste II, particularmente com Dom Genival Saraiva de França, Bispo de Palmares, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, Bispo de Guarabira e Dom Jose Luís Ferreira Salles, Bispo de Pesqueira.
À pedido de Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, Bispo de Guarabira, participei de uma reunião da Província da Paraíba, com os bispos do nosso estado. Na ocasião, ao falar sobre a realidade carcerária, pedi que fosse apresentado um bispo referencial para Pastoral Carcerária, mas, momento a minha solicitação não pode ser definida. Neste caso continuei como referência na Província com atribuições de articular, colaborar e gerenciar os conflitos dentro da Pastoral Carcerária e no Sistema Carcerário como um todo.
No mês de janeiro de 2014, a Equipe de Coordenação Colegiada da Pastoral Carcerária na Arquidiocese me pediu para ajudar no processo de discernimento relacionado ao comportamento do agente de pastoral, Massilon da Silva Ramos, também membro da referida equipe. Muitas dificuldades foram apresentadas, inclusive por mim, que havia recebido várias informações, que inviabilizavam a sua continuidade na Pastoral Carcerária. Ele próprio sabe do que a coordenação toda sabe. Com ele se conversou várias vezes e com ele se teve muita paciência e caridade. Por fim, a Equipe de Coordenação Colegiada da Pastoral Carcerária na Arquidiocese o chamou, elencou todas as situações, sugerindo que o mesmo se afastasse enquanto a situação se acalmava. Bom lembrar que em uma Pastoral que se tem dificuldades em ter pessoas disponíveis para colaborar, não é fácil dispensar a colaboração de alguém, a não ser quando a situação extrapola a normalidade.
Quero esclarecer que a decisão foi tomada pela Equipe de Coordenação Colegiada e dessa decisão também participou o padre Liginaldo, indicado pelo senhor arcebispo para colaborar com a Pastoral Carcerária da Arquidiocese. Participei do processo como convidado por ser referência estadual que articula e zela pela missão da Pastoral Carcerária. Assinei como Coordenador Estadual da Pastoral
Carcerária, os Ofícios endereçados à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, à Vara de Execução Penal da Capital e à Coordenação de Pastoral Arquidiocesana comunicando o afastamento do agente de pastoral Massilon da Silva Ramos da Pastoral Carcerária.
Inconformado, o agente afastado procurou o senhor arcebispo para que outras providências fossem tomadas. Ao senhor arcebispo foram apresentadas cartas de boa conduta assinadas por pessoas e entidades desconhecedoras das normas internas da Pastoral Carcerária, para contestar o discernimento e a decisão da Equipe de Coordenação Colegiada. Bom saber que para a Pastoral Carcerária, é preciso o cumprimento de orientações que são sempre relembradas a cada encontro: o perfil do agente de Pastoral Carcerária. Zelar pela a boa conduta, pela boa atuação dos membros da Pastoral Carcerária é zelar pela missão de Jesus Cristo dento dos Cárceres.
Como o arcebispo Dom Aldo de Cillo Pagotto, não mais queria conversa com a Pastoral Carcerária e como um dia se foi orientado por ele, procuramos o Vigário Geral da Arquidiocese da Paraíba, o Padre. Virgílio Bezerra de Almeida para tratar do assunto. Participaram da conversa, além de mim, a senhora Guiany Campos Coutinho e o Padre Alexandre Magno que é Articulador Arquidiocesano das Pastorais Sociais. Ao saímos da sala do Vigário Geral, nos aguardava em uma mesa na sala da Cúria, o senhor arcebispo acompanhado do diácono Iran Alves Soares. Sem delongas, o senhor arcebispo foi logo informando que, como afastamos o senhor Massilon da Silva Ramos da Pastoral Carcerária, ele, estava nos afastando. Disse que não queria a nossa interferência na Arquidiocese e que da Pastoral Carcerária cuidava ele.
É verdade que o bispo de cada diocese deve cuidar da vida pastoral. Mas cuidar significa chamar, dialogar, questionar, ouvir, orientar. E não foi essa a atitude do arcebispo da Arquidiocese da Paraíba. Ele não nos ouviu e nem procurou a Equipe de Coordenação Colegiada da Pastoral Carcerária na Arquidiocese para se inteirar sobre o assunto. Naquela ocasião lembrou-nos da conversa que tivera no inicio de seu arcebispado, com os bispos da Presidência do Regional Ne2 e do que tinha nos dito: - Que não queria contato com a Pastoral Carcerária. Disse ainda que por uma questão de princípios não aturava a nossa “tendência marxista” e que é “sim” a favor da revista vexatória. Falou também de sua amizade com as autoridades do estado, e da boa relação com o pastor Estevão com quem iria trabalhar com a nova Coordenação de Pastoral Carcerária na Arquidiocese da Paraíba.
Vale salientar, que a atuação da Pastoral Carcerária no Estado da Paraíba, está em comunhão com o que acontece no Brasil, sob a orientação de uma Coordenação Nacional reconhecida e referendada pela CNBB. Que sua missão primordial é: “Anunciar o Evangelho de Jesus Cristo às pessoas privadas de liberdade e zelar para que os direitos e a dignidade humana sejam garantidos no sistema prisional”. Atividades como visitas, oração, escuta, celebração, missa, diálogo com as direções, com
juízes, governador, secretários, familiar de preso, questionamentos sobre as práticas abusivas do estado que estão presentes em todas as prisões, fazem parte da missão da Pastoral Carcerária.
A senhora Guiany Campos Coutinho, que estava compondo a Equipe de Coordenação Colegiada da Pastoral Carcerária da Arquidiocese, afastada verbalmente de suas atividades na Arquidiocese pelo arcebispo, está secretária da Pastoral Carcerária no Regional Nordeste 2, está na Articulação Nacional da Pastoral Carcerária para a Questão da Saúde do Sistema Penitenciário e representa a Pastoral Carcerária do Brasil, no Comitê Técnico Inter setorial de Assessoramento e Acompanhamento da Política Nacional de Atenção Integral à Pessoa Privada de Liberdade no Sistema Prisional representando a Pastoral Carcerária Nacional, portanto, ela continua membro atuante da Pastoral Carcerária na Paraíba.
Quanto a mim, tenho atuação na Diocese de Guarabira, com o apoio do Bispo Diocesano, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, no Regional Nordeste 2, com a rearticulação da Pastoral Carcerária e na articulação do estado. Não tenho nenhuma interferência na Pastoral Carcerária da Arquidiocese da Paraíba. Não faço nenhuma visita em nome da Pastoral Carcerária da Arquidiocese da Paraíba, não acompanho visitas das equipes arquidiocesanas da Pastoral Carcerária e não integro a Equipe de Coordenação Colegiada da Pastoral Carcerária da Arquidiocese.
Vale salientar que este trabalho feito por esses longos anos é sem ônus para as dioceses da Província onde estamos à serviço, com exceção da minha diocese, a Diocese de Guarabira.
Araçagi, 15 de Março de 2014
JOÃO BOSCO FRANCISCO DO NASCIMENTO, padre diocesano, incardinado na Diocese de Guarabira, ordenado dia 18 de fevereiro de 1989, com 25 anos de serviço prestado nas paroquias de Pirpirituba, Serra da Raiz, Guarabira, (Santo Antônio e Santíssima Trindade), Joao Pessoa (Virgem Mãe dos Pobres e Nossa Senhora de Fatima), Mari, Mulungu e Araçagi. Por um período de dez anos fiquei nomeado vigário geral da diocese entre outras varias funções pastorais. Atual presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, articulador da pastoral carcerária no estado e no Regional e colaborador da Coordenação Nacional.