quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Advogada confirma acusação de Marinho contra Vereador Arnóbio

Paraíba 
18.02.2015 - 12:53:03
 

 
Continua repercutindo a declaração do promotor de Justiça de Bayeux, Marinho Mendes, a respeito do episódio no qual o Soldado Davi foi baleado na perna pelo Capitão Leão, na semana pré-carnavalesca em João Pessoa. Ao citar que o capitão seria integrante de um grupo de extermínio do qual também faria parte o vereador Arnóbio Gomes, de Bayeux, o promotor despertou a indignação do parlamentar. Em nota, ele acusou o representante do Ministério Público de calúnia. 
 
Por causa disso, a advogada Laura Berquó, uma das conselheiras estaduais dos Direitos Humanos, foi às redes sociais para confirmar o que dissera Marinho Mendes e ratificar as acusações contra o vereador de Bayeux. Segundo ela, Arnóbio teria se recusado a ajudar um sobrinho adolescente ameaçado por fazer parte da facção OKD (Okaida - corruptela para Al Qaeda) porque o parlamentar seria representante do grupo rival, os Estados Unidos, em Bayeux.
 
Confira a íntegra da postagem de Laura Berquó no Facebook:
 
SOBRE A "DEFESA" DO VEREADOR ARNÓBIO DE BAYEUX

Prezad@s,

No sábado, dia 14.02.2015, quando estive na condição de Conselheira do CEDHPB acompanhada do também Conselheiro Marinho Mendes, no 5º BPM e no Centro de Ensino da PMPB para visitarmos policiais militares e civis presos, com especial atenção voltada ao caso do Soldado Davi, pude ouvir dos policiais militares que nos acompanhavam as confirmações de que o Capitão Leão (agressor e franco-atirador contra o Soldado Davi) integrava grupos de extermínio, não por si, mas por ser do grupo de extermínio integrado pelo Vereador Arnóbio que também é miliciano.

Não foi o contrário e soa estranho que o nome do vereador aparecesse como referência negativa no histórico do referido Capitão. Outrossim, não está muito distante a prisão do Vereador exibida pela chamada mídia sensacionalista em que o mesmo chorava pela vergonha da prisão em virtude de suas atividades ilícitas. Ainda na condição de Conselheira Estadual de Direitos Humanos acompanhei o trabalho do Promotor de Justiça Marinho Mendes quando estávamos junto com Conselheiros Tutelares viajando para colocar a salvo a integridade física e a vida de um menor de 16 anos, sobrinho- neto do Sargento Arnóbio, que apesar de também ter se envolvido com o tráfico de drogas (no caso o menor era dependente também), não conseguiu cair nas graças do parente famoso porque enquanto o menor era da OKD, o Vereador Arnóbio representaria os interesses dos "Estados Unidos" em Bayeux. Foi por isso que o Promotor de Justiça sem declinar do seu múnus de Promotor de Justiça e na condição de homem que não se acovarda diante das situações e não promove calúnias do contrário que foi alegado, se comprometeu a fazer pelo referido sobrinho-neto o que o seu tio-avô não o fez, preferindo deixá-lo a mercê da facção adversária. Quanto ao fato de tanto o Capitão Davi como o Vereador Arnóbio terem sido absolvidos sumariamente das acusações de homicídio sem terem sido sequer pronunciados, foi um erro da Justiça por duas razões óbvias: a primeira que as pessoas envolvidas com tráfico de drogas utilizam-se de menores para liquidarem seus desafetos e no segundo fato da Justiça ter errado em não condenar um Capitão que atira e espanca milicianos da própria Casa e quiçá civis. O fato de Bayeux tê-lo eleito vereador não quer dizer nada, porque inclusive na condição de Conselheiros do CEDHPB temos acompanhado casos de homicídios que envolvem quadrilhas que tem representação familiar na ALPB.

Logo, coloco-me á disposição como testemunha das diversas acusações que foram proferidas contra o Vereador Arnóbio por diversas pessoas e não inventadas pelo Promotor Marinho Mendes, que felizmente por não cair no lugar comum de muitos homens dá voz às diversas situações de violações da dignidade humana na Paraíba, tendo enfrentado a ira de setores da sociedade e de integrantes da própria PMPB que inadvertidamente aceita e reintegra em seus quadros policiais que na verdade continuam prestando desserviço à população.

Cordialmente,
Laura Berquó
Advogada e Militantes de DIREITOS HUMANOS NA PARAÍBA
Vereador rebate promotor e nega integrar grupo de extermínio

Câmaras
18.02.2015 - 10:30:36


 
A propósito de recentes declarações do promotor de Justiça Marinho Mendes a respeito do vereador Arnóbio Gomes, o advogado do parlamentar, Aécio Farias, afirmou que seu cliente rebateu as acusações do promotor Marinho Mendes e encaminhou uma nota à imprensa. Confira a íntegra do texto:
 
NOTA
 
O vereador Arnóbio Gomes Fernandes recebeu com perplexidade as calúnias proferidas pelo Promotor Marinho Mendes. 
 
O vereador Arnóbio nunca foi preso, investigado tampouco denunciado pela Operação Squadre. Repudia, de forma veemente, a desesperada tentativa do promotor em taxá-lo como "chefe do grupo de extermínio e aliado do tráfico de drogas".
 
Que, o vereador Arnóbio Gomes Fernandes nunca teve o Capitão Leão nem como seu assessor nem como chefe de seu gabinete.
 
O vereador Arnóbio, quando de suas atividades nas fileiras da briosa Polícia Militar, trabalhou com o Capitão Leão, nutrindo por ele grandes respeito e admiração.
 
O vereador Arnóbio foi eleito pela vontade soberana do povo de Bayeux, diplomado e empossado de acordo com a Lei.
 
O vereador Arnóbio e o Capitão Leão responderam a processo por homicídio, entretanto, foram absolvidos sem mesmo irem a júri popular, tamanha era a prova de sua inocência. Infelizmente, alguns setores que antes acusavam sem provas, após a absolvição, nada falaram.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Reviravolta no caso do Capitão que atirou em PM; promotor diz que farsa será desmascarada






Um email encaminhado pelo promotor de Justiça Marinho Mendes está convocando toda a imprensa para a sede do 5º Batalhão da Polícia Militar, nesta manhã, a partir das 9h, para, segundo o texto – desmascarar a farsa montada pelo Capitão da PM, de nome Leão, que desferiu o disparo no Soldado.

Segundo o comunicado, o militar teria abordado um policial de sua corporação, que estava com uma moto irregular, e utilizou de força desnecessária para conduzir a abordagem.

Ainda segundo email encaminhado pelo promotor Marinho Mendes, o capitão citado responde cinco processos por homicídio, além de ser acusado de integrar o grupo de extermínio na Paraíba.


CONFIRA O COMUNICADO NA ÍNTEGRA


CAPITÃO DA POLÍCIA ACUSADO DE INTEGRAR GRUPO DE EXTERMÍNIO ATIRA EM SOLDADO.

O Capitão da Polícia Militar de nome LEÃO, abordou um Soldado da sua corporação que se encontrava com sua esposa numa motocicleta irregular, porém o referido oficial exagerou e de forma desnecessário, truculenta e de forma impulsiva e furiosa, desferiu duas coronhadas de pistola como o praça, que após cair ainda recebeu um balaço em uma das suas pernas.

O pior de tudo, é que o Capitão que já responde na justiça a cinco processos e é acusado de homicídio e de integrar grupo de extermínio na Paraíba, além de ser o chefe de Gabinete do Sargento Arnóbio, o mesmo que pertencia a grupos de extermínio e achacava traficantes, ao invés de ser preso e autuado em flagrante, ocorreu exatamente o contrário, o PM é que se encontra preso e o mais inaceitável, quando deveria se encontrar no leito de um hospital.

Enquanto integrante dos Direitos Humanos, entendemos que Policial também é nosso alvo e amanhã estaremos no Quinto batalhão de Polícia Militar emprestando solidariedade ao miliciano e sua família, colocando uma advogada ao seu dispor e iremos cobrar uma apuração séria e afastamento do capitão criminoso.

Anote-se que o policial é portador de doença neurológica, mas ao invés dele, quem surtou foi o truculento capitão, que até o momento, no seu reduzido ego acha ser herói, mas iremos correr atrás e lutar para que as coisas se encaixem de forma justa, a vítima sendo vítima e o criminoso como criminoso.

Agora minha gente, imaginem: Se com um policial militar esse capitão agiu dessa forma, imagine com um civil, com um pobre mortal!

Imaginem também, em pleno carnaval, nossa cidade sendo visitada por turistas e policiada com elementos desse quilate, imaginem!

Finalmente, já resta cristalino que a estória contada pelo Capitão, Assessor do Sargento Vereador preso, não é verdadeira, ele precisa ser denunciado.


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PB Agora