sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Eleições
2014



Estamos às vésperas das eleições. Em tudo aquilo que se consegue escutar, tanto no âmbito nacional como no âmbito dos estados, não se visualiza perspectivas de um futuro promissor.
Nos debates existem ataques pessoais; além disso, se procura elencar o que foi feito pelo próprio candidato ou pelo partido, mas não aparece uma proposta politica de governo e muito menos ainda de estado. As promessas são as mesmas e, muitas vezes, totalmente fora do alcance e das competências administrativas. Os discursos não vazios, estéreis e enfadonhos. Insuportáveis.
Aparecem pessoas que se candidatam sem nenhuma vocação politica, por isso, não temos lideranças uma vez que os filhos e os netos, necessariamente, vão entrando para manter a hereditariedade. Nesse momento os defuntos são regatados para dar nome aos novos que entram sem nenhuma trajetória e sem carismas. Politica é sinônimo de profissão para muitos candidatos.
O povo passa a ser muito valorizado e se deixa enganar pelas falsas promessas. Estou numa pequena cidade do interior da Paraíba com 18 mil habitantes. O povo daqui se tornou querido, inteligente, capaz e muito visitado. Tempo de eleição é tempo de hipocrisia, de mentira, de sorrisos largos, de abraços falsos, por um curto tempo. Parece que estamos numa novela ou numa peça de teatro.
Um dado extremamente preocupante para nós que fazemos a pastoral carcerária nos estados do Brasil: não se tem conhecimento de uma proposta para a realidade prisional. É como se nos próximos quatro anos, a gravíssima realidade prisional não fosse um desafio a ser enfrentado. Com tantos debates, em nenhum deles, a não ser que eu esteja desinformado, veio átona essa realidade.
Penso que nessas eleições os políticos esqueceram que as famílias que sofrem com as práticas autoritárias e desumanas desses governantes, também votam. Como se fala em Segurança Publica, em Educação, em Saúde, sem pensar nas masmorras, nos campos de concentração, nas senzalas dos tempos modernos de nossos estados?
É escandalosa e vergonhosa a situação e se torna muito mais ainda com o silêncio covarde de quem está se propondo a assumir essa realidade sem pensar nela, sem propostas e sem compromissos.
Gostaria de recordar aqui algumas perguntas que o papa Francisco recomenda a quem quer fazer um bom governo:
"Não se pode governar o povo sem amor e sem humildade. E todo homem e mulher que assume um cargo de governo, devem fazer estas duas perguntas: ‘Eu amo o meu povo para servi-lo melhor? Sou humilde e dou ouvidos a todos, ouço várias opiniões para escolher o melhor caminho? ’. Se estas duas perguntas não forem feitas, não será um bom governo. O governante, homem ou mulher, que ama seu povo, é um homem ou uma mulher humilde".
Nestas perguntas do papa aparecem também os critérios que devemos usar diante da urna e da nossa consciência. Na verdade o papa põe elementos diante dos quais devemos nos posicionar.
Vamos acompanhar todo esse processo tendo diante dos olhos uma palavra do Evangelho: “Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.” Mateus 7,20.
pebosco@gmail.com


    

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Estado X Prisões.
 
 
A crítica ao sistema prisional é muito grande. Existe a consciência, entre alguns, de que o mesmo perdeu há muito tempo a sua função, isto é, que ele não funciona para a finalidade a que se propôs. Entre outros muitos ele é necessário, mas o problema está na comunidade carcerária que não quer se recuperar. Entre essas pessoas estão aquelas que almejam até a pena de morte como solução.
Na realidade o sistema existe para a vingança, para o castigo, para a condenação.
Nada ele oferece, além disso. Conhecemos situações onde a pessoa ficou 15 dias na prisão e saiu sequelada para o resto da vida. Na verdade é o Estado quem não funciona descumprindo as funções e praticando arbitrariedades em nome da segurança e da disciplina.
Se a comunidade carcerária traz consigo inúmeras mazelas, se pode assegurar que a prisão é composta por pessoas com doenças físicas, psíquicas, dependências, etc. Neste sentido a prisão não pode apenas retirar pessoas de circulação, como tem feito, sem dá às mesmas, o devido tratamento e atendimento.
A única coisa que não funciona no sistema penal é o papel educador do estado. As mazelas funcionam e bem. A violência, como agressão generalizada ao ser humano e as drogas, são incombatíveis nas prisões. Certamente a prisão é o lugar mais seguro para uso de drogas. Se existe uso existe quem leva.  Quem passa por lá passa também os valores e como funciona o esquema.
Quem cria um cão todos os dias precisa ter um tempo para sair com ele para fazer uma caminhada. Se cão permanecer trancado a pessoa pode ate ser punida por maus tratos a animais. Uma pessoa pode ficar trancada até oito dias sem banho de sol e isso é considerado normal por falta de estrutura e de condições. O que o estado realmente quer quando adota este tipo de tratamento? É isso que se chama ressocialização?
Na verdade a Pastoral Carcerária não concorda com a construção de novas prisões se as que temos não funcionam. O sistema não melhora com novas prisões. O estado é quem precisa melhorar o seu serviço de assistência a quem precisa voltar à sociedade depois da prisão.
O judiciário precisa ser mais criterioso com as condenações para regime fechado.
A Execução Penal precisa realmente fiscalizar a execução da pena. Com tantas arbitrariedades visíveis, o judiciário precisa agir e determinar procedimentos.
O Ministério Público, igualmente, com o judiciário não pode ser omisso diante de tanta irregularidade. Falta fiscalização. Com ela melhora o tratamento nas unidades.
A saúde no sentido amplo precisa ser pensada. Não adianta comprar a situação da saúde dentro e fora do sistema. O estado tem responsabilidade ainda maior com a vida da pessoa detida e sua obrigação é garantir as Assistências previstas e estas devem ser monitoradas pelo judiciário para que a pena aplicada por ele (o judiciário), não seja desvirtuada.
O estado precisa estar presente com a Defensoria Pública para que a justiça não se torne injusta. Esta tem deixado a desejar muito. Em recente visita, a Defensoria não estava chegando à Unidade Prisional.
Na verdade o sistema de prisão não funciona porque o estado não funciona a seu favor. O estado tem o sistema prisional que quer. O estado quer as mazelas que temos nas unidades do país. Quem administra deve saber o que quer e o que faz.
pebosco@gmail.com

domingo, 21 de setembro de 2014

COLABORAÇÃO: PISTOLEIROS QUE ASSASSINARAM SEBASTIAN RIBEIRO COUTINHO EM QUEIMADAS


Alguém tem o e-mail do Secretário de Segurança ou pode fazer chegar até ele?
O perfil abaixo é de Ailton Kabatã, pistoleiro de Queimadas, juntamente com outro vulgo Preá. Esse senhor lidera um grupo de pistolagem em Queimadas que presta serviços a Ricardo Lucena que é casado com Socorro Lucena que é irmã do Deputado Doda de Tião que tem amizade com o Secretário de Segurança. Esse rapaz tem uma "empresa" de pistolagem. Ele organiza a mão-de-obra. Esse pessoal ligado a esse rapaz atirou em um tal de Diego que teria envolvimento no assalto a Granja dos Lucena em Queimadas no ano passado, onde estaria presente na ocasião um parente do Governador conforme termos de declaração já enviado ao próprio. Esse Diego está paralítico e informou que os mesmos pistoleiros do caso dele são os mesmos do caso de Sebastian. Esse Aliton Kabatã dias antes da morte de Sebastian esteve na escola onde a vítima trabalhava fazendo ameaças. O pai da vítima em suas declarações a polícia disse que o filho reclamava de ameaças que sofria do grupo ligado aos Lucenas e aos Tiãos. Dona Edilene, mãe da vítima está sendo "seguida" em João Pessoa, pela moto com todas as características desse Ailton Kabatã. Queremos saber se o Governador e seu secretário têm condições de garantir a vida de pessoas que além de enlutadas sofrem com as deficiências da (in) segurança pública? E se algo acontecer a Dona Edilene e a seus familiares? Por isso, o Secretário não tem porquê reclamar de faixas e mandar recadinhos para o CEDHPB. Ele precisa fazer o papel de Secretário de Segurança. Esperamos que nada aconteça com Dona Edilene. Apenas comunicamos que iremos atrás dos responsáveis para que paguem pelas suas ações e pela inércia. Chega de Polícia do Fato Consumado. Pronto, o chefe da pistolagem está aqui, essa semana ele tentou matar um Oficial de Justiça. Queremos providências!
(Laura Berquó).