domingo, 20 de janeiro de 2013

A FESTA FOI BOA PRÁ C@RALHO – QUE TRISTEZA! QUE DESILUSÃO!



   Minhas senhoras e meus senhores me desculpem pelo título chulo do presente escrito, ele não é de minha autoria, essa “jóia” desairosa pesquei no facebook e posso afirmar: essa sentença denotadora de comportamento indecoroso ou inconveniente, foi postada por um jovem de uma das cidades mais pobres da Paraíba, para dizer que a festa de uma das bandas musicais mais caras do nordeste, que tocou em sua comuna, por conta das magras  finanças da edilidade local, conforme informações do titular recente do cargo de prefeito, que ecoa aos quatro cantos as terríveis carências da sua Urbe, e creiam, essa idiossincrasia postada no facebook, foi apoiada, curtida, compartilhada e comentada por dezenas de  outros teens. Ah a cidade! Lagoa de Dentro.
  A palavra de baixo calão utilizada e veiculada para dar vazão a euforia desses jovens, muitos deles ainda de ressaca pela ingestão desenfreada de bebidas alcoólicas que ainda afeta suas cabeças desprovidas de razão, de inteligência, de ideologia, de sonhos, de ideais e de comunhão com os que pensam numa cidade melhor, ofende aos que sofrem com os deboches das bandas de qualidade duvidosa, com músicas desprovidas de poesias e de mensagens de crescimento do ego humano, cujos shows geram efeitos danosos (poluição sonora, amontoado de lixo, brigas, sexo irresponsável, atração para a cidade da escória desocupada das comunas do entorno), sendo suas músicas um canto ofensivo à moral e às mulheres, com cantores que literalmente só sabem gritar, acompanhados por dançarinas em roupas diminutas, o que só demonstra as incongruências melancólicas dessa juventude que nos sucederá, que será a linha de frente futura da comuna, no caso Lagoa de Dentro, e será senhoras e senhores, que ESSA FESTA, PAGA COM OS PARCOS RECURSOS DE UM POVO SOFRIDO, FOI MESMO BOA PRÁ C@RALHO?.
 A juventude que venera festas e bandas que vão às suas cidades chamar as mulheres de cachorra, de safadas, dizer que mulher não trai, mas se vinga e outros motejos e mufas, levando bolsas recheadas do dinheiro público  que poderiam retirar a cidade da decadência, sabem mesmo avaliar se a orgia pública, paga com dinheiro do povo FOI BOA PRÁ C@ARALHO MESMO?
Digo sem remorso e sem raiva, mas com imensa dó, que essa juvenilidade ignora que com esse dinheiro do povo pobre, desempregado, humilhado, sem saúde, sem educação, sem habitação e outros sem de Lagoa de Dentro, poderia se retirar o esgoto que rola sossegado pelas ruas de todo o povoamento, esgoto podre, fedido e vergonhoso. E você que seguiu, curtiu e compartilhou a infelicidade do palavrão, nem tem vergonha disto, aliás, envenenado pelo gosto ruim, deturpado e asqueroso pelas bandas de plástico, gerado pela ignorância que cultiva a ideologia da morte, daquela morte mental, cultural, educacional, religiosa, social, nem tem pudor, recato, pejo do que as pessoas de fora verberam: Êta povo sem juízo, não percebe que as prioridades são outras, que São Sebastião vendo lá do alto essa gastança e essa bebedeira, sem dúvida alguma, não baixará suas bênçãos para os que não conseguem enxergar que essas bandas, esses shows, pagos com o dinheiro destinado a socorrer os pobres,  é uma desmedida ofensa à sua santidade.
 Mas os jovens que curtiram, compartilharam a frase ofensiva, sem dúvida alguma desconhecem que o Índice de Desenvolvimento Humano – IDH de Lagoa de Dentro é um dos piores do Brasil, com classificação 0,566 e que as notas  do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB é simplesmente sofrível, 3,4,  além da inexistência na localidade de empregos, de projetos de geração de renda, orfandade de indústrias, de escolas profissionalizantes. Talvez seja por isto que eles se encantam com eventos tão maléficos e prejudiciais a eles mesmos e talvez por tal fenômeno desastroso, se utilizem de palavras tão depreciativas e que demonstram que as coisas não vão bem na era das NTCIs ou da terceira revolução industrial. Me refiro a Lagoa de Dentro, mas esse episódio ocorre em Mari, Guarabira, Jacaraú e todos os municípios paraibanos, cujos prefeitos, ainda tiram fotos com os artistas, pois a maioria deles sabem que a ideologia do povão e da geração da lan house é a do C@RALHO...
Quem conhece Lagoa de Dentro, uma cidade pacata, composta de habitantes cordeiros e agudamente acolhedores, concordará comigo, lá faltam quase todas as políticas públicas e sociais, lá não existe uma boa qualidade de vida e até uma lagoa que a natureza lhe presenteou sem pedir nada em troca, é agredida todos os dias, pois lhe escolheram como depositária das defecações e de toda a sujeira gerada pela capital administrativa da povoação. De forma que a gente bem poderia dizer: Essa festa e a juventude que a idolatra, é ruim prá c..., pois gera em nós um fio de desapontamento, desilusão e de muita tristeza quando pensamos  num tempo que está por vir para essa terra e qual será o seu futuro nas mãos dessa juventude do C... ? Qual será mesmo o seu destino? Rogamos a São Sebastião, que nas mãos deles, NÃO SEJA RUIM PRÁ C....!!!!



sábado, 19 de janeiro de 2013


Em Mamanguape: Adolescente é executado e perícia encontra pedras de crack em seus testículos


Em Mamanguape: Adolescente é executado e perícia encontra pedras de crack em seus testículos
O corpo do menor foi encontrado em um canavial
Um adolescente foi assassinado no início da noite desta sexta-feira (18), na localidade conhecida como ‘Sítio Pindobal’, na cidade de Mamanguape no Litoral Norte paraibano. Durante as investigações, os peritos criminalistas encontraram cerca de 35 pedras de crack escondidas nos testículos da vítima.

De acordo com informações da polícia, o jovem foi identificado como José da Silva Neto, 16 anos. Ele residia no Centro da cidade, mas havia sido convidado por um amigo para ir ao sítio. A hipótese é de que a vítima tenha caído em uma emboscada provocada pelo colega ainda não identificado. José da Silva, segundo a polícia, era conhecido na localidade por envolvimento com o tráfico de drogas e ainda, apontado como autor de diversos assaltos. Seu corpo foi encontrado em um canavial com diversas perfurações provocadas por disparos de arma de fogo.


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'É preciso criar cotas para nós', diz preso de PE aprovado no Sisu


'É preciso criar cotas para nós', diz preso de PE aprovado no Sisu
Henryton Klysthenes Ribeiro estava animado com o aniversário de 24 anos. Planejava fazer uma rave para 'parar' a pequena cidade de Timbaúba, na Mata Norte de Pernambuco, distante cerca de 100 km do Recife. Ribeiro dava aulas particulares de matemática e inglês, vivia bem com os pais e a irmã mais velha e tinha vários amigos, mas também uma fraqueza: queria ganhar dinheiro fácil. Com dois colegas, resolveu assaltar a agência dos Correios de Aliança, município vizinho, apenas quatro dias antes da festa. Sabia que o sistema de segurança do local era frágil e acreditava na impunidade. No dia 6 de junho de 2012, o trio aproveitou a saída de almoço dos vigilantes e, fingindo estarem armados, roubaram dinheiro da agência, que estava em funcionamento e atendia alguns clientes no momento do crime. Os comparsas conseguiram fugir, mas ele acabou sendo preso em flagrante e a tão esperada data passou em branco, na prisão.

Foi no Presídio de Igarassu (PIG), na Região Metropolitana do Recife, onde cumpre pena, que o jovem, envergonhado e arrependido do crime, parou para pensar na vida que queria levar dali em diante. Inscreveu-se no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), formou um grupo de estudos com outros 16 reeducandos, todos já com o ensino médio completo, e fez a prova. O resultado no Sistema de Seleção Unificado (Sisu), que saiu na última segunda-feira (14), foi uma surpresa ainda maior: ele conseguiu a sétima posição no curso escolhido, a licenciatura em matemática, na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), com nota 706,29. Foi a melhor colocação de um reeducando em toda a história do sistema prisional do estado.

"É muito melhor ser reconhecido como alguém que venceu, pelo estudo, que como alguém que roubou, até porque eu não me considero um bandido, mas alguém que errou, aprendeu com isso e merece uma segunda chance. Pensei no dinheiro fácil, queria aventura, mas passei do limite e achei que tinha destruído a minha vida. Agora, ao invés de contar os dias para sair da prisão, vou contar os dias para começar as aulas. Vou embarcar em uma aventura bem melhor, e nessa quero ter sucesso", diz Henry, como é chamado pelos amigos do PIG.

À espera da liberdade

Henry é um preso provisório. Ele foi julgado pela 25° Vara da Justiça Federal e condenado a cinco anos de detenção. Ele está agora em regime fechado, em um presídio de segurança máxima. A sentença dele ainda vai passar pela Vara de Execuções Penais, que deve encaminhá-lo para o regime semiaberto. O advogado dele entrou com pedido para desclassificar o crime para furto. A expectativa é que em abril, quando começam as aulas na UFRPE, Henry já possa cumprir a pena em regime aberto, tendo que assinar, todo mês, o livro de presença no Centro de Apoio a Egressos em Liberdade (Cael).

Isso porque Henry já está cumprindo parte da pena do regime fechado – ele chegou ao PIG em outubro de 2012 e ainda trabalha na área administrativa da unidade prisional. A cada três dias de trabalho, um dia é diminuído da pena total. "Por incrível que pareça, foi na prisão que tive tempo para pensar melhor no que eu queria ser. Fiz escola particular, onde era bolsista, fiz curso técnico em administração, mas era muito indeciso no que fazer, agora estou feliz porque passei no que eu sempre quis de verdade. No primeiro dia de aula, na Rural, se eu tiver que me apresentar, não vou ter vergonha nem esconder que já estive preso. Aprendi agora a não baixar a cabeça e vencer os obstáculos", conta.

A partir desta sexta (18), os estudantes convocados na primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) devem se matricular nas instituições de ensino em que foram aprovados. 

Pensei no dinheiro fácil, queria aventura, mas passei do limite e achei que tinha destruído a minha vida. Agora, ao invés de contar os dias para sair da prisão, vou contar os dias para começar as aulas" - Henryton Ribeiro, preso aprovado na UFRPE

Superlotação x dedicação

O Presídio de Igarassu foi inaugurado em 2002 e tem capacidade para 426 presos, mas está superlotado, com 2.680 homens divididos em 13 pavilhões – mais de seis vezes acima da capacidade. Mas Henry afirma que não sentiu muito os efeitos negativos da superlotação, pois, como trabalha na unidade, tem direito a uma cela melhor, a qual divide com outros três companheiros. "Eles até deixavam eu ficar com a luz acesa para ler um livro de noite, ou então com a televisão no mudo, só para iluminar minha área", conta.

Ao todo, 102 reeducandos do PIG inscreveram-se no Enem. Oito tiveram nota suficiente para participar do Programa Universidade para Todos (Prouni) e 31 para o Sisu, mas só Henry conseguiu uma vaga na universidade até agora. Ele acordava às 7h e trabalhava até as 16h, com intervalo para almoço. Depois, encontrava-se com os colegas do grupo de estudos na biblioteca da unidade. "A gente resolvia provas do Enem, simulados. Também ensinava matemática. Às vezes, a gente pegava uma mesa e ficava estudando na frente do pavilhão até 23h, não tinha hora mesmo para acabar. Não tive problema com estrutura para estudar, a direção incentivava muito, imprimindo material da internet, dando lápis, caderno", afirma.

Tanta dedicação resultou em nota boa no Enem: 698,36 – só a redação foi 840. A média foi suficiente para ele se inscrever no Sisu. "Eu nem sabia que um preso podia se inscrever no Enem, e eu concorri com gente com mais tempo para estudar, com mais estrutura material e psicológica. Acho que é preciso criar cotas para nós, para quem está com a liberdade privada. Eu brinco que tive sorte em ficar aqui em Igarassu, porque ouço dos que já passaram em outros presídios que nem todos têm essa estrutura e incentivo", aponta. Outro detalhe é que o Sisu não tem vagas para cursos a distância.

A nova Lei de Cotas já vale para a seleção deste ano do Sisu. Segundo a medida, 43 universidades federais e 40 institutos federais de educação reservaram, pelo menos, 12,5% de suas vagas para estudantes das escolas públicas. A partir do primeiro semestre de curso, será dada uma bolsa de R$ 400 ao candidato aprovado que tenha renda familiar de até um salário mínimo e meio por pessoa. A lei não contempla presos.

População carcerária analfabeta

No ano passado, 247 reeducandos de seis unidades prisionais de Pernambuco realizaram o Enem. O número parece pequeno frente às 25,5 mil pessoas que estão detidas em 20 unidades prisionais do estado. A disparidade é explicada por outro número bastante preocupante: quase 60% da população carcerária é analfabeta ou não concluiu o ensino fundamental, segundo o gerente de Educação e Qualificação Profissional da Secretaria de Ressocialização (Seres), Ednaldo Pereira.

Segundo o gerente, de todas as 20 unidades prisionais estaduais, apenas o Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, não tem uma escola. "Hoje, temos 7,3 mil reeducandos matriculados, cerca de 30% da população carcerária, índice maior que a média nacional, que é de 12 a 15%. Acreditamos que a baixa escolaridade é um fator gerador de violência e, por isso, a nossa ideia é aumentar cada vez mais essa estrutura educacional", explica.

De acordo com Ednaldo Pereira, as unidades têm turmas dos projetos Mova Brasil (alfabetização), Travessia (ensino médio) e Educação de Jovens e Adultos (EJA), entre outros. "Esse ano, duas turmas de alfabetização serão abertas no Cotel e a meta de inscrição no Enem este ano é de 300 reeducandos de oito unidades prisionais. Outro objetivo é incluir mais 500 detentos em turmas de alfabetização, elevando para 2 mil o número de matriculados."


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