quinta-feira, 15 de novembro de 2012


Veja aqui os nomes dos que foram presos na Operação Squadre


Até agora a Polícia Federal engaiolou 40 pessoas envolvidas com os crimes de extermínio, segurança privada e extorsão, dentro da  Operação Squadre, desencadeada na última sexta-feira.
Eis os "mofis":
1) Extermínio
Grupo matava em troca de algum tipo de favor, dinheiro ou alguma coisa que os compensassem de alguma maneira. O valor dependia da situação, mas havia também troca de favores. O grupo é suspeito da morte de “Betinho”, ex-presidiário que era procurado pela polícia e do cabo da PM, A. Santos. Todos estão presos preventivamente (mínimo 30 dias). Um deles, inclusive, tinha participação na venda ilegal de medicamentos. Os integrantes presidiários do PB-1 informavam os alvos a serem eliminados aos integrantes soltos.
Fazem parte: 
Ismael Porto do Nascimento (conhecido como Domel presidiário considerado de alta periculosidade);
Leonardo José Soares da Silva (presidiário conhecido como Leo)
Ednaldo Silva dos Santos (presidiário conhecido como Naldinho que tem estreita ligação com Vítor)
Andrilson Luiz de Lima
José Rodrigues da Silva (conhecido como Museu, agente da Polícia Civil)
Vítor Prado Freire (cabo da PM conhecido como Cabelo. Ameaçou o secretário de Segurança Cláudio Lima)
Elinaldo Vitório Max (subtenente da PM)
Erivaldo Batista (sargento da PM, já respondeu por seis homicídios e foi inocentado pelo júri. A PF vai investigar ligação do grupo com o júri).
2) Segurança privada
Grupo mantinha a empresa Fator, que é legalizada na Polícia Federal, mas usava civis armados e sem preparação para fazer a segurança de empresas e estabelecimentos comerciais. O grupo também tem envolvimento com a compra e venda de armas e munições, prática comum nas três milícias.
Fazem parte:
Gutenberg Nascimento (major da PM)
Neubon de Lima Nascimento (capitão da PM e irmão de major Gutenberg)
Jackson Barreto dos Santos (sargento)
Josinaldo (gerente da empresa Fator)

3) Extorsão e Roubo
Grupo extorquia dinheiro de traficantes, assaltantes de banco e outros criminosos.
Fazem parte:
César Batista Dias (agente da PC)
Esdras Almeida de Oliveira (agente)
Lúcio Flávio de Almeida de Lima (agente)
Eduardo Jorge Ferreira (agente)
Milton Luiz da Silva (agente)
Edilson Araújo de Carvalho (delegado)
Alberto Jorge Dias (delegado)
Ednaldo Adolfo de Sousa (capitão da PM)
Gilberto (comissário)
José de Paula Cavalcanti
Júnior (agente penitenciário)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012


PF prende delegados e oficiais da PM envolvidos com grupo de extermínio

Dois delegado da Polícia Civil, oficiais da Polícia Militar e um agente penitenciário já se encontram presos na sede da Polícia Federal, na cidade de Cabedelo. Eles foram detidos na manhã desta sexta-feira, 9, durante a operação Squadre, deflagrada pela PF, para o cumprimento de 75 mandados judiciais, entre prisões, conduções coercitivas e busca e apreensão.
Os nomes dos presos ainda não foram divulgados pela PF que concederá entrevista coletiva às 9h30 na sede do órgão, no bairro de Intermares, em Cabedelo.
Segundo nota divulgada pela PF, cerca de 400 policiais federais estão dando cumprimento a 45 mandados de prisão, 11 conduções coercitivas e 19 mandados de busca e apreensão, totalizando 75 medidas judiciais, em sua maioria na região metropolitana de João Pessoa.
A Operação tem o objetivo de desarticular grupos de milicianos, compostos por integrantes de forças policiais locais e particulares, que atuavam em todo o estado, realizando segurança privada clandestina com emprego de mão de obra não-habilitada, despreparada e portando armamentos ilegalmente.
Durante a investigação das organizações criminosas desarticuladas constatou-se, ainda, a prática de diversos crimes, dentre os quais o tráfico ilícito de armas, lavagem de dinheiro, extorsão, corrupção e a atuação de um grupo de extermínio.
Entre os presos na Operação Squadre estão integrantes de três diferentes milícias.
A primeira é composta por policiais militares, policiais civis, um agente penitenciário e particulares, que atuavam como “grupo de extermínio”, principalmente na região metropolitana de João Pessoa. As vítimas eram em geral presos e ex-presidiários, executados em razão de “acertos de contas”.
O outro grupo era comandado por oficiais da Polícia Militar e realizava segurança privada clandestina, bem como comércio ilegal de armas e munições, usando para isso uma empresa em nome de “laranjas”. O grupo criminoso, que contava também com o apoio de um Delegado da Polícia Civil da Paraíba, é investigado, ainda, pela prática de crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
Outra quadrilha de milicianos é formada por policiais civis, policiais militares e um agente penitenciário, que atuava extorquindo traficantes de drogas, assaltantes de banco e outros criminosos.
Os três grupos criminosos estão interligados pelo tráfico ilegal de armas e munições.
Cooperação
A investigação, coordenada pela Polícia Federal com o apoio do Ministério Público Estadual e da Secretaria de Segurança e Defesa Social da Paraíba, começou há cerca de um ano e sua execução contou com a participação do COT (Comando de Operações Táticas da Polícia Federal) e dos GPIs (Grupos de Pronta Intervenção da Polícia Federal) de diversos estados.
As provas obtidas no curso das investigações devem ajudar na elucidação de vários homicídios praticados por todo o estado da Paraíba. Ações de Inteligência permitiram, inclusive, evitar execuções que seriam praticadas pela milícia.
Será realizada entrevista coletiva no auditório da Superintendência Regional da Polícia Federal, às 9h30, localizada na BR 230, Km 7, Praia de Ponta de Campina, Cabedelo/PB.
Fonte: 190pb
Crédito das fotos: Aguinaldo Mota

sivo: Promotor de Justiça da cidade de Jacaraú-PB, Marinho Mendes Machado, quebra protocolo durante a premiação do Instituto INNOVARE na Capital Federal através do seu projeto Fundo de Cela


Antonio Marcos Dezan (esq.), Marinho Mendes Machado e Amadeus Lopes (dir.)
Imagem geral da solenidade

BRASÍLIA - O Instituto Innovare entregou nesta quarta-feira prêmios para as práticas que mais ajudaram a aprimorar a Justiça brasileira em 2012. O prêmio está em sua nona edição e, neste ano, foram mais de 400 inscritos 
em seis categorias: juiz, advocacia, Ministério Público, Defensoria Pública, tribunal e prêmio especial. Nas cinco primeiras, o tema foi "Desenvolvimento e Cidadania". Na última, "Justiça e Sustentabilidade". A cerimônia de premiação foi realizada no Supremo Tribunal Federal (STF).
- Sempre vejo o Instituto Innovare como um espaço institucional de criatividade, fazendo jus a seu nome de inovação. Traz para o Poder Judiciário essa nota da criatividade, no sentido de sair da inércia. É uma grande virtude sair da inércia, do imobilismo. O Innovare ocupa esse espaço da inovação a partir de práticas, mais do que teorizações - disse o presidente do STF, ministro Carlos Ayres Britto.
- O Prêmio Innovare se renova a cada ano, melhora a qualidade das práticas. As práticas têm cada vez mais alcance social muito importante - afirmou o diretor do Instituto Innovare e gerente jurídico das Organizações Globo, Carlos Araújo.
Em geral, as iniciativas agraciadas com o prêmio este ano buscam uma solução para os conflitos que não precise passar pela Justiça. Alguns podem ser resolvidos antes, reduzindo o grande número de processos nos já sobrecarregados tribunais brasileiros. Os projetos também se destacam pela parceria com organizações da sociedade civil e outros órgãos públicos.
A categoria advocacia foi a que teve mais participantes (137), seguida de Ministério Público (88) e juiz (86). Com exceção da categoria tribunal, os outros cinco vencedores recebem R$ 50 mil cada.
Entre os tribunais, o agraciado foi o Tribunal Superior do Trabalho (TST), com o Programa Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho. Entre seus objetivos, está o de promover um ambiente de trabalho seguro, diminuindo o número de mortes, tornando menores os impactos sociais e financeiros dos acidentes de trabalho, e reduzindo o volume de processos que chega à Justiça.
No Ministério Público, a prática vencedora foi o grupo de trabalho montado para fiscalizar o andamento das obras da Copa do Mundo de 2014. Segundo o coordenador do grupo, o procurador da República Athayde Ribeiro Costa, o trabalho já deu resultados. Graças ao grupo, foi possível, por exemplo, evitar gastos desnecessários no valor de R$ 150 milhões no estádio da Fonte Nova, em Salvador. A inspiração para o projeto foram os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, que custaram R$ 3,7 bilhões aos cofres públicos, ante um orçamento previsto inicialmente em R$ 414 milhões.
Na categoria advocacia, o prêmio foi para uma iniciativa da Caixa Econômica Federal , que promove a reparação extrajudicial aos clientes prejudicados por erros ou falhas do próprio banco. O projeto é tocado pelo superintendente nacional do Contencioso da Caixa, Alberto Cavalcante Braga. Segundo ele, em vez de um longo processo judicial, há uma conciliação entre banco e correntista, algo que costuma demorar poucos dias.
Outro agraciado com o prêmio foi o defensor público Yuri Michel Pereira Costa. Ele desenvolveu um trabalho com portadores de hanseníase, que até 1986 eram obrigados a viver isolados do restante da sociedade. Pelo menos 82 pessoas no Maranhão ganharam o direito a pensão, sem precisar sequer acionar a Justiça.
Na categoria juiz, o premiado foi Oilson Schmitt. Com a ajuda de um empresário local, o magistrado desenvolveu um projeto tornando possível que mulheres presas em Varginha (MG) passassem mais tempo com seus filhos.
O prêmio especial foi para o procurador da República Daniel César Azeredo Avelino. Ele foi o responsável por um acordo entre o Ministério Público Federal, o governo do Pará e 90 municípios do estado que reduziu em mais de 40% o desmatamento na Amazônia.
O protocolo foi quebrado apenas pelo promotor Marinho Mendes Machado, da Paraíba. Ele recebeu uma menção honrosa pela prática de levar arte e cultura popular aos presídios. Machado, que já se destacava visualmente pelo uso de um chapéu de couro, foi o único entre os premiados e homenageados a fazer um discurso.
- Eu estou vindo lá da Paraíba. E meus colegas me pediram: faça soar lá em Brasília, e peça a eles justiça para nós, façam corrigir a corrosão dos 30% dos nossos subsídios - disse Machado, provocando risos.
Durante a cerimônia, antes do anúncio dos vencedores, Ayres Britto também foi homenageado e recebeu um troféu dos organizadores do prêmio.
- É impossível não perceber suas digitais nas transformações que estão tornando o Judiciário brasileiro mais moderno - disse Antônio Claudio Ferreira Neto, diretor do Innovare.
- Eu vou guardar (o troféu) com muito carinho - disse Ayres Britto no final da cerimônia.
O prêmio é uma realização do Instituto Innovare, do Ministério da Justiça, da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), da Associação Nacional da Defensoria Pública (Anadep), da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), com o apoio das Organizações Globo.
Além de Ayres Britto, participaram da cerimônia os ministros do STF Gilmar Mendes, Luiz Fux e Dias Toffoli; o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Felix Fischer; o ministro do STJ e corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Francisco Falcão; o procurador-geral da República, Roberto Gurgel; o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Luís Inácio Adams; o presidente da Ordem dos Advoagdos do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante; o presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho.

FONTE:  http://br.noticias.yahoo.com