segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Como funciona a mídia


O excesso de informação não permite reflexão


Um homem passeava tranquilamente no Central Park em Nova York quando, de repente, vê um cachorro raivoso prestes a atacar menina indefesa de sete anos de idade. Os curiosos olham, de longe, mas, atemorizados, nada fazem para defender a criança.

O homem não pensou duas vezes e lançou-se sobre o pescoço do cachorro , tomando-lhe a garganta e após muita luta, matou o raivoso animal e salvou a vida da menina. 

Um policial que acompanhou tudo, maravilhado, aproximou-se e disse:
– O Senhor é um herói. Amanhã todos poderão ler na primeira página dos jornais a seguinte manchete:
“Um valente nova-iorquino salva a vida de uma menina”.

O homem respondeu:
– Obrigado pelo elogio, mas eu não sou de Nova York.
– Bom, disse o policial, então a manchete será:
“Um valente americano salva a vida de uma menina”.

– Mas é que eu tampouco sou americano, insiste o homem.
– Bom, isso é o de menos. E de onde o senhor é então?
-Sou palestino, respondeu o valente homem.
No dia seguinte, os jornais publicam a notícia com a seguinte manchete:

“Terrorista árabe massacra de maneira impiedosa um cachorro americano de raça diante de uma menina de sete anos que chorava aterrorizada”.

VEJA VÍDEO: Desembargador é acusado de humilhar garçom e caso pode ir ao CNJ

VEJA VÍDEO: Desembargador é acusado de humilhar garçom e caso pode ir ao CNJ
(Caso pode ir ao CNJ)
O desembargador Dilermando Mota, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, poderá ter que explicar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a discussão pública em que se envolveu na manhã do último domingo, 29, no interior da Padaria Mercatto. A confusão entre o desembargador e um outro cliente do estabelecimento identificado como Alexandre Azevedo, 44, empresário, repercute nas redes desde domingo.

CLIQUE AQUI e veja a reportagem em vídeo.

O advogado Kennedy Diógenes que defende Azevedo afirma que o estudo do que vai ser feito por parte do empresário ainda está em andamento. Contudo, o defensor jurídico adianta que provavelmente o caso será levado à Corregedoria do CNJ, em Brasília. “Ainda estamos estudando os fatos, coletando testemunhas, queremos mais vídeos que mostrem o que ocorreu, mas inicialmente o mais provável é levarmos ao CNJ”, comentou o advogado, em entrevista por telefone.

Para Diógenes, não é difícil encontrar testemunhas, visto que cerca de 30 pessoas estavam no estabelecimento quando a cena aconteceu. Segundo ele, há também um vídeo, sem áudio, que mostra o magistrado puxando o garçom com veemência, fato que gerou a revolta de Alexandre, que relatou a confusão por meio de nota.

Ele diz que por volta das 10h, quando lanchava com sua esposa, presenciou um senhor levantar bruscamente de sua mesa, aos gritos, e ir de encontro ao garçom que acabara de servi-lo. Dizia que o funcionário não havia atendido direito, deixando de colocar gelo em seu copo e exigia uma punição.

“Não satisfeito com esse escândalo, este senhor puxou o garçom pelo ombro e exigiu que lhe olhasse nos olhos e o tratasse como Excelência, e disse que deveria quebrar o copo em sua cara”, relata o empresário. Foi então que Azevedo teria entrado em cena, momento este filmado e disseminado por todo o país, através das redes sociais.

A publicação já tinha mais de 60.500 acessos um dia depois da postagem, configurando-se entre um dos mais vizualizados do dia. A série de imagens começa com os dois homens já discutindo aos gritos. O desembargador Dilermando chamando Alexandre de “safado” e este retruca e acusa o magistrado de humilhar o garçom. “Você é um endiabrado, você tem pacto com o demo. Você vai preso agora, canalha, cabra safado!”, gritava Mota, visivelmente descontrolado e amparado por familiares. “Não venha humilhar o rapaz não, você acha que é quem, para humilhar o rapaz? Sem vergonha!”, respondia o empresário, também aos gritos.

Ao redor, clientes e funcionários do estabelecimento assistiam à cena, aparentemente atônitos. De acordo com o juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do RN, Raimundo Carlyle, todo cidadão que se sinta prejudicado por um magistrado pode procurar a corregedoria. No caso de o acusado ser um juiz, o caso é investigado pelo órgão local, mas em se tratando de desembargadores, a instância é o CNJ. As punições para um magistrado podem ir de uma simples advertência à aposentadoria compulsória.

Após o intenso bate-boca, quatro viaturas da Polícia Militar chegaram ao local para conter a situação à pedido do desembargador que teria se sentido desacatado. Ninguém foi preso. Foi nesse momento, de acordo com o relato de Alexandre Azevedo, que o desembargador se exaltou mais ainda.

Em nota, o magistrado se defendeu: “Não houve abuso de autoridade como o propagado, mas somente uma atitude de defesa pessoal e da família presente, inclusive uma filha menor de dois anos de idade”, acrescentando que: “Sem nenhum propósito revanchista, as medidas judiciais cabíveis serão adotadas”. A reportagem da TN tentou contato com os administradores da padaria, sem sucesso. A Mercatto apenas se pronunciou por nota. Segundo a empresa, o episódio foi lamentável e o funcionário envolvido está recebendo todo apoio necessário.

O QUE

O artigo 331, do Código Penal, diz que “desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela” pode acarretar detenção de seis meses a dois anos, ou multa. O advogado Paulo Lopo Saraiva explica que “Desacato a autoridade é desrespeitar uma ordem da autoridade, mas ela tem de estar no exercício de sua função. Quando você está fora de sua atividade profissional, você é um cidadão comum”.

Blog Mari Fuxico

Em SAPÉ: Reportagem do MPPB mostra caso de discriminação e homofobia em escola estadual; veja vídeo

Em SAPÉ: Reportagem do MPPB mostra caso de discriminação e homofobia em escola estadual; veja vídeo
O município de Sapé-PB está sendo destaque na mídia envolvendo questões de preconceito e homofobia dentro do ambiente escolar. Uma transexual de 15 anos e uma jovem homossexual foram vítimas de preconceito por parte da própria direção da Escola Estadual 'Monsenhor Odilon Alves Pedrosa', sendo preciso a intervenção da Promotoria de Justiça de Sapé, que ajuizou ação contra duas diretoras da escola estadual do município por discriminação e homofobia contra duas alunas.

Os detalhes dos fatos pode ser conferido em reportagem realizada pela TV do Ministério Público da Paraíba através de programa especial do órgão.

Blog Mari Fuxico