sexta-feira, 26 de abril de 2013


Jiu-Jitsu nordestino é manchete no primeiro dia do Brasileiro CBJJ

26/04/2013
Texto - Junior Samurai

O Jiu-Jitsu nordestino vem roubando a cena nas grandes competições de Jiu-Jitsu. Só para relembrar, nos dias 12 e 13 de abril, o potiguar Thiago Barreto (Brasa) foi o melhor da categoria até 65 kg no WPJJC que rolou em Abu Dhabi. Agora no Campeonato Brasileiro da CBJJ, que está acontecendo em Barueri, a arte suave nordestina voltou a brilhar.

Primeiro, o paraibano Esdras Brabosa aluno do faixa-preta Tarcisio Jardim, mostrou que vem seguindo os passos do mestre. O faixa-azul venceu a divisão pesado e o absoluto, depois de lutar nove vezes e terminar sete antes do tempo normal. "Para mim, a luta mais difícil foi na semifinal do peso contra um cara da GFTeam. Ele era muito forte, calmo e conseguiu segurar um pouco meu jogo, mas me acalmei e escutei meu professor Tarcísio Jardim junto com Nivaldo Oliveira para conseguir encaixar minhas posições e vencer a luta. Nessas horas é que você ve a importância de escutar quem está no lado de fora", disse ao MeiaGuarda.

"Queria muito agradecer ao meu professor Tarcísio, que sempre falou para que eu acreditasse em mim mesmo como ele acredita. A todos irmãos de treino da CheckMat Manaíra, os professores Nivaldo, Ítalo e Diogo Popó, que sempre me motivaram e me proporcionam treinos duríssimos todos os dias. Agradecer a minha família e meu irmão, que me apóia demais nessa caminhada e meus amigos, pois sem vocês eu não chegaria até aqui. Realmente estou muito feliz", completou.


Outro que fez bonito na grande São Paulo foi o potiguar Horlando Monteiro. O líder do Ranking MEIAGUARDA aumentou ainda mais sua pontuação no concorrido prêmio com o triunfo no peso leve. "Foram seis lutas , onde finalizei três. A final foi a luta mais difícil porque o cara jogava na 50/50 ai eu, e os mestres Fábio Andrade, André Marola, Feijão e André Bastos montamos uma estratégia e deu tudo certo. Nas seis lutas, só levei pontuação na final, que terminou 6 a 4", contou.

"Gostaria de agradecer primeiramente a Deus, a meus pais que não me deixam sozinhos, Cândido e Claudete, meus professores Jair Lourenço, Bruno César Alminha e o Fábio Andrade. Agradecer a Dom fight gear, a DN suplementos, ao Inatura açai, ao MeiaGuarda e a Só filtros e toda galera da Kimura/Nova União Natal e a galera da Nova União de Bangu".


Conhecido como Galinho Atrevido, Lívio Ribeiro não precisou de esporas para faturar o ouro no peso galo. O piauiense mandou ver nas áreas de luta e depois de oito combates chegou ao alto do pódio. "Foi no sacrificio. Ele lutou com o ombro deslocado. Puxou no inicio da luta e subiu para ganhar a vantagem, mesmo com o ombro machucado, aí o adversário da Alliance raspou e estava ganhando. ,as o Lívio manteve a calma e raspou, alcançando o empate. Em seguida após tentativas de passar a guarda, ele obteve mais uma vantagem e foi campeão", contou Oliveira Tank, professor de Lívio Ribeiro.

segunda-feira, 22 de abril de 2013


Padre Bosco: 'Encontro Estadual da Paraíba - 2013' - Leia Coluna desta semana

segunda-feira, 22 de abril de 2013


Encontro Estadual da Paraíba - 2013

Nos dias 19 a 21 de abril de 2013, a Pastoral Carcerária do Estado da Paraíba esteve reunida em Santa Fé, no Santuário do Padre Ibiapina, município de Solânea.

Erarmos 60 pessoas provenientes das cinco dioceses do estado: Cajazeiras, Patos, Campina Grande, Guarabira e Joao Pessoa.

Entrando para a fase adulta, a pastoral realizou o seu décimo oitavo encontro estadual.

Na abertura, na seta feira à noite, na abertura, meditamos o texto da conversão de São Paulo que ante de se converter, fazia questão de prender os cristãos e ate assistia a morte, como o apedrejamento do diácono Estevão. Paulo, era um representante do império que em nome das tradições, perseguia com todas as forças a vida cristã. Na verdade, ele perseguia o próprio Jesus. A sua conversão se deu a partir da revelação de Jesus que o chamou pelo nome e a ele se manifestou como perseguido na pessoa dos cristãos. A partir dai, aconteceu a conversão de Saulo que depois de batizado assumiu a vida cristã, passando de perseguidor para perseguido por causa de Jesus.

Lembramos em nossa reflexão que a conversão deve fazer parte da vida de toda pessoa cristã e de nossos agentes de pastoral. Nenhuma pessoa é tão cristã a ponto de não precise de conversão. Também conceber que Deus chama à conversão quem ele quer. Que não nos escandalizemos com a conversão dos perseguidores e dos tiranos que por ventura encontrarmos.

O sábado pela manha foi dedicado a uma reflexão sobre a nossa identidade pastoral.

Sem identidade nem conseguimos viajar. Para fazer parte de uma pastoral precisamos tomar como nossa a sua identidade. Tivemos, portanto, a oportunidade de ver a realidade de nossas prisões, pensar a nossa missão, mesmo lembrando que Deus quer um mundo sem prisões. Enquanto elas existem, vamos visitar para encontrarmo-nos com Jesus, o mesmo que adoramos no sacrário se encontra nos isolados das prisões: “Eu estava preso e vocês foram me visitar”.

Nossa missão é encarnada, sócio transformadora e solidaria, profética, audaciosa e apaixonada pela vida e reconciliadora.

Ainda pensamos a nossa espiritualidade, que é algo que nos envolve e não momentos de oração ou adoração que chamamos de espiritualidade, como também pudemos meditar como deve ser a oração do agente de pastoral: confiante, persistente e precisa.

Tratamos ainda do acesso de nossa pastoral nas unidades prisionais e que o mesmo não pode ser negado como por muitas vezes o estado tenta negar a nossa participação. Para isso estudamos as resoluções de que dispomos, sobretudo, a número 8 do Conselho Nacional de Politica Criminal e Penitenciaria.
Por fim, tratamos da saúde no sistema prisional do país e do levantamento que a pastoral pretende fazer para saber o tipo de atendimento dispensado pelo estado e como anda o atendimento aos doentes e idosos, mulheres, etc.

Constamos com a presença do bispo diocesano de Guarabira, Dom Lucena, que é também da Presidência do Regional Nordeste II da CNBB.

O encontro foi muito positivo. Momento celebrativo, de partilha da realidade, formativo e também de confraternização. Os participantes ficaram muito gratificados e reanimados para continuar a missão juntos aos encarcerados do nosso estado, com a consciência de que necessitamos de formar mais agentes para essa missão.


Por Padre Bosco
Presidente do Conselho de Direitos Humanos da PB
Presidente da Pastoral Carcerária da PB
* Colunista do Blog Mari Fuxico


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Blog Mari Fuxico 

domingo, 21 de abril de 2013


domingo, 21 de abril de 2013

Júri condena 23 PMs a 156 anos de prisão por massacre do Carandiru



A Justiça de São Paulo condenou 23 policiais militares a 156 anos de reclusão por envolvimento com o massacre do Carandiru, como ficou conhecido o episódio quando 111 presos da Casa de Detenção do Estado foram mortos no Pavilhão 9, em 2 de outubro de 1992, após uma briga entre presos de facções rivais motivar a entrada da Polícia Militar (PM). A sentença foi lida na madrugada deste domingo.

Os réus - todos integrantes do 1º Batalhão de Choque (a Rota) -, respondem pelas 15 mortes ocorridas no 1º andar, mas como aguardaram ao julgamento em liberdade, poderão recorrer da decisão livres. A pena será cumprida inicialmente em regime fechado.

Foram condenados os réus: Ronaldo Ribeiro dos Santos (comandante do pelotão da Rota); Aércio Dornellas Santos (que também atuava como comandante do grupo); Wlandekis Antônio Cândido Silva; Joel Cantílio Dias; Antonio Luiz Aparecido Marangoni; Pedro Paulo de Oliveira Marques; Gervásio Pereira dos Santos Filho; Marcos Antônio de Medeiros; Haroldo Wilson de Mello; Paulo Estevão de Melo; Roberto Yoshio Yoshicado; Salvador Sarnelli; Fernando Trindade; Antônio Mauro Scarpa; Argemiro Cândido; Elder Taraboni; Sidnei Serafim dos Anjos; Marcelo José de Lira; Roberto do Carmo Filho; Zaqueu Teixeira; Osvaldo Papa; Marcos Ricardo Polinato; e Reinaldo Henrique de Oliveira.

O júri, entretanto, absolveu 3 PMs denunciados: Roberto Alberto da Silva, Eduardo Espósito e Maurício Marchese Rodrigues, seguindo recomendação do próprio Ministério Público, porque eles não atuaram no 1º andar do pavilhão com a tropa. Os jurados também aceitaram a tese de que o grupo não foi responsável por 2 das 15 mortes pelas quais foram denunciados, pois um presos morreu em outro pavimento e o outro não foi atingido por disparo de arma de fogo.

O primeiro julgamento do caso durou sete dias, e chegou a ser interrompido por um dia e meio após um dos sete jurados passar mal e precisar ficar em observação no ambulatório do Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista. outros 53 PMs ainda precisam ser julgados pelas mortes ocorridas nos demais andares do pavilhão, por isso, mais três julgamentos ainda devem acontecer nos próximos meses. O conselho de sentença foi formado por seis homens e uma mulher, e o júri foi presidido pelo juiz José Augusto Nardy Marzagão, do Tribunal do Júri de Santana.

Durante a última semana, 11 testemunhas - cinco de acusação e seis de defesa - foram ouvidas, entre elas o então governador Luiz Antonio Fleury Filho (PMDB) e o ex-secretário de Segurança Pública Pedro Franco de Campos, que afirmaram que a entrada da PM no Carandiru era "necessária", devido à situação no pavilhão.

Também foram ouvidos como testemunhas três sobreviventes (dois ex-detentos e um presidiário), que negaram haver uma rebelião generalizada e acusaram os PMs de atirar aleatoriamente contra presos desarmados; um dos diretores da Casa de Detenção, que também criticou a operação policial e considerou ter havido uma chacina; três juízes que participaram das negociações; além do perito criminal responsável pela análise da cena do crime, que acusou a PM de tentar prejudicar a investigação e apontou que as vítimas morreram "só de olhar" para os oficiais.

Já o debate central entre a defesa e a acusação se baseou na legalidade da operação policial. Por um lado, a advogada Ieda Ribeiro de Souza argumentava que as tropas cumpriam ordens e foram acionadas para acabar com a rebelião no local, sendo recebidas a tiros. A defensora também argumentou que, como não foi realizado o exame de confronto balístico entre as armas e os projéteis apreendidos, era impossível condenar os réus, pois não se sabia quem, de fato, havia matado quem.

"Eu não posso punir um pela conduta do outro. A pessoa tem de ser julgada pelo que efetivamente fez. Entraram 330 policiais. Porque estou julgando 79?", perguntou a advogada aos jurados. "Porque eles tiveram a coragem de dizer que entraram e atiraram. Esses homens são heróis", completou a defensora.

Por sua vez, a acusação - comandada pelos promotores públicos Fernando Pereira da Silva e Márcio Friggi - sustentou que os detentos não estavam armados e insistiu que a denúncia nunca teve como objetivo individualizar as condutas, pois o massacre foi resultado de uma ação coletiva. Ou seja, nas palavras do Ministério Público, os policiais assumiram o risco de cometer uma chacina no local ao atirarem aleatoriamente contra os detentos.

"Todos dispararam. Cada um deles contribuiu para a obra comum. Desde março de 1993 a denúncia é coletiva, sobre a ação da tropa. A defesa sempre tentou, como um mantra, individualizar a conduta de cada um, mas a denúncia é clara", disse o promotor Pereira da Silva. "Não é a Polícia Militar que está nos bancos dos réus. (...) É um julgamento sobre o respeito e o desrespeito à lei."

Para tentar sensibilizar o júri a descartar a tese de que "bandido bom é bandido morto", a promotoria apresentou um breve perfil das vítimas, em que destaca que, em sua maioria, os detentos mortos eram jovens, negros, pobres e já não deveriam estar no Carandiru na época dos fatos, pois muitos tinham direito à liberdade condicional ou não haviam sido sequer julgados.

"Eles (os detentos) sofrem do mal da invisibilidade social. Ninguém estava nem aí com eles. Não importa. Eles cumpriam legalmente as suas penas. Hoje merecem um pouco de consideração", completou o promotor. "Absolver diante dessas provas, diante deste cenário, acusados com esse perfil, é negar a possibilidade de se homenagear a Polícia Militar. É cuspir na cara do bom policial", disse o promotor, após ler o "currículo" com o histórico de mortes cometidas pelos réus durante a carreira.

Até o início deste julgamento, apenas uma pessoa havia sido julgada: o coronel da PM Ubiratan Guimarães, que coordenava a operação, condenado em júri popular a 632 anos de prisão. A pena, entretanto, foi anulada pelos desembargadores do órgão especial Tribunal de Justiça paulista, em 2006, sete meses antes de ser assassinado.

Ao todo, 111 homens foram mortos no Carandiru no dia 2 de outubro de 1992, sendo 102 com disparos de arma de fogo e 9 com ferimentos causados por armas brancas (facadas). Outros 23 policiais militares ficaram feridos (lesões leves).





Da Redação
com Terra / Foto: Uol


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