sexta-feira, 11 de março de 2011

Uma análise de discurso - Pinochet e Battist‏

No final dos anos sessenta, como ferramenta metodológica se criou para interpretação da linguagem a chamada análise de discurso, recurso pelo qual se permite traduzir a significação ou significado das diversas linguagens, tal recurso pode ser utilizado por exemplo para se interpretar o que queria dizer os militares e seus simpatizantes nos discursos proferidos durante a Ditadura Militar, a exemplo de um numerólogo de Campina Grande, que numa página do Diário da Borborema publicava o horóscopo e dizia, "ESCORPIÃO CUIDADO, NÃO FAÇA AMIZADES, NÃO SAIA DE SUA CASA, NÃO SE ARRISQUE, AS RUAS SÃO PERIGOSAS NESTE PERÍODO DE AFASTAMENTO SOLAR, O SEIO FAMILIAR PROMETE BONS ACONTECIMENTOS, O DIA E A SEMANA NÃO RECOMENDAM REUNIÕES EXTERIORES E NEM NOVAS RELAÇÕES", na verdade, ele servia aos militares e queria alertar para as pessoas não irem a reuniões de sindicatos, associações, partidos e nem conversassem com pessoas ideológicas, era esse o discurso que desejava passar e passava, o horóscopo era lido em todas as rádios de Campina Grande.
Pois bem, quando leio comentários, críticas aqui e alhures, também faço aqui comigo mesmo a chamada ANÁLISE DO DISCURSO de quem comenta, de quem critica e até de quem posta notícias, e muitas vezes percebo que escondido na linguagem vem aquilo que nunca deveríamos ter, o atrasado PRECONCEITO, já que em sua fala nossos interlocutores finalizam por dizer como foram suas formações, suas famílias, seus pais, e se amadureceram, se acumularam novos valores ou se permanecem no estado de origem, o que é uma pena e um grande prejuízo para todos nós, notadamente para a isntituição e as gentes em geral.
Jesus já dizia que "ESTRANHAR AS MINORIAS, OS DIFERENTES, É ABRIR-SE PARA OS PRECONCEITOS" e ao observar o trato de alguns ao falar das minorias, a exemplo dos gays, sem-terra, negros, ciganos, nômades, punks, emos, percebemos a carga rancorosa, preconceituosa que ainda carregam aqueles que não deveriam cometer esse pecado, somos Ministério, Missionários, Doutrinadores, Sacerdotes de uma boa causa e nunca deveríamos estranhar e nem ter posiocinamento preconceituoso formado dessas minorias, então cuidado com o seu discurso.
Fiz a leitura de alguns textos aqui neste espaço sobre Césare Battist, não sei quem os mandou ou quem os postou, mas pude desvelar naquelas mensagens, algo oculto, como sendo o preconceito ou uma miopia intelectual, ou mesmo desinformação, pois, para analisar os fato precisamos conhecer primeriamente o que seja TERROR, o qual se desdobra em quatro sentidos, sendo o primeiro deles o TERROR DE ESTADO, aquele em que o Estado impõe a sua ideologia, cria um clima de medo e de crise, de forma que os cidadãos aceitam a chamada "passivização", é um terrorismo de perseguição a etnias, às minorias e às próprias reações aos grupos denunciantes do preconceito.
Em segundo lugar temos o TERRORISMO DE ATOS VIOLENTOS, são movimentos políticos que tentam chamar a atenção do mundo para uma situação particular em determinada região do globo, e ainda temos o TERRORISMO COMUNAL (coletivo), aquele que acontece entre grupos da nação dividindo espaço e poder, é uma etnia matando outra, uma região se degladiando com outra, e tivemos isto na África Central (lembram-se do filme diamante de sangue)? e finalmente aquele terrorismo em que o Estado cria um clima de crise, de guerra, para cassar os direitos civis do povo.
E Césare Battist quem é? ele nunca pertenceu às Brigadas Vermelhas, era integrante do grupo de extrema esquerda PROLETÁRIOS ARMADOS PELO COMUNISMO - PAC, e militou no movimento político ideológico, inclusive participando da luta armada, seu grupo era composto de apenas 60 pessoas e praticou quatro homicídios, todos por ideologia, sendo BATTIST responsabilizado por direta ou indiretamente ter participado de tais injustos penais., tendo sido condenado à revelia à pena de prisão pérpetua com restrição da luz solar.
Por duas vezes a Corte de Acusação de Paris recusou a extradição pedida pela Itália, até que com a ascensão de Jacques Chirac, que rompeu a doutrina Mitterand, a qual dava asilo político a todos aqueles que tivessem renunciado a atos de violencia até o ano de 1981, cuja doutrina abrigava Battist, que na França foi escritor, editor e zelador de prédio, onde também escreveu o livro "MINHA FUGA SEM FIM", porém, no ano de 2004, foi extraditrado, por decisão do Conselho de Estado da França, mas fugiu para o Brasil no ano de 2007.
lembremos que BATTIST só foi condenado com o surgimento dos PENTITI (arrependidos), figuras que vieram á tona com a Lei da Deleção Premiada de 1979 lá na Itália, bem como, foi sentenciado à revelia, dizem que os seus processos são interiamente nulos.
De forma que fica bem cristalino, que as ações das quais BATTIST é acusado, derivaram-se de sua opção política, de sua ideologia, de sua opinião e os seus críticos, até o momento atual contemporâneo, não fazem e nunca fizeram um ensaio, ou mesmo simples comentário sobre o terrorismo de Estado daquele tempo, mas condenam, como o Ex-Promotor Celso de Mello (indicado por Sarney, por influência de Saulo Ramos, hoje inimigos) e desculpem, o partidário assumido Gilmar Mendes, sem atentarem que a decisão do STF que o extraditou não foi contra BATTIST, mas para atender vaidades dos seus ministros e para contrariar entendimento do governo do primeiro trabalhador brasileiro a assumir o poder, o que não agrada e nunca será engolido pelas elites, elites medíocres, geradoras de misérias e de preconceitos, representadas pela imprensa decadente que recebem os apeidos de VEJA, ISTOÉ, ÉPOCA, FOLHA DE SÃO PAULO ETC.
Desta forma, entendo, é minha posição pessoal, que o Governo Brasileiro acertou em fornecer agasalho a Césare Battist, independente do que dizem os preconceituosos e as elites locupletadoras, geradoras de prostitutas mirins, de meninos de rua, de viciados, de sem teto, de sem-terra, cujo discurso é anêmico, pobre, carregado de ranço, de mágoas, de ressentimentos recalcados, porque os tempos são outros. então cuidado, estamos de olho em seus discursos, em suas falas, se informe antes de emitir opinões, sob pena de se transformar em robô acrítico, em massa de manobra das perversas e malvadas elites, que apostam agora numa reviravolta, que aí sim, se caractdrizaria em humilhação, que seria a Corte Suprema ajoelhar-se, dobrando-se ao Governo Italiano, inclusive, de guardião da Lex Mater, em seu pior e mais perigoso violador.

Audiência pública marcará início do projeto “Bairro sem Medo”, em Mandacaru

O Ministério Público da Paraíba inicia, no próximo dia 19, o projeto “Bairro sem Medo”, em Mandacaru, que tem como objetivo contribuir para a redução da criminalidade na região. O passo inicial será a realização de uma audiência pública, às 16h, na Escola Violeta Formiga, para apresentação do projeto à comunidade. A audiência contará com a participação do promotor Marinho Mendes, coordenador do “Bairro sem Medo”, do procurador-geral, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, e de entidades da sociedade civil organizada.

Segundo o promotor Marinho Mendes, além de apresentar o projeto à comunidade, também serão colhidas, durante a reunião, as demandas sociais dos moradores do bairro. Ele explicou ainda que o Ministério Público vai firmar termos de cooperação com o Estado e a Prefeitura para a implantação de políticas públicas no local, nas áreas de cultura, esporte, entre outros.

O promotor disse ainda que, além dos órgãos públicos, a iniciativa privada será convidada a aderir ao projeto. “Nosso objetivo é que as empresas façam propostas sobre o que eles podem oferecer, se vagas de emprego, por exemplo. E vamos fazer a entrega do projeto a elas no dia da vinda do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, à Paraíba”, informou.

Outro passo do “Bairro sem Medo” é a instalação de conselhos de paz. De acordo com o promotor, serão formados 40 conselheiros, a partir de 30 de abril, para serem multiplicadores dos direitos dos cidadãos. “Eles vão informar à comunidade sobre seus direitos, sobre o que é o Ministério Público, onde buscar seus direitos”, disse Marinho Mendes.

Em maio, será instalada a Promotoria Social para coletar as demandas da população e fazer os encaminhamentos necessários à solução dos problemas. Também serão criados grupos de mediação de conflitos com estudantes de Direito, Sociologia e Serviço Social, para a resolução dos pequenos conflitos da comunidade.

Outra etapa é o curso de pacificação para donos de bares e estabelecimentos locais. Também será realizada um audiência na Câmara de Vereadores, no dia 25 de abril, para apresentação do projeto de lei que restringe o horário de funcionamentos dos bares e similares.

Marinho Mendes informou ainda que já foi firmada uma parceria com a Academia de Polícia Civil para a inclusão de 200 crianças e adolescentes do projeto Segundo Tempo. Será criado também um disque denúncia Bairro sem Medo.

Fonte: mppb

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A Teoria dos Campos e a Construção da Imagem Dentro da Administração - por Marinho Mendes Machado

Pierre Bourdieu, em momento de extrema fecundidade intelectual, pensando em expulsar o conhecimento para além da "casa dos sábios", a chamada "academia", criou a Teoria dos Campos e explicando de forma lapidar a sociedade em suas interações cotidianas, dividiu-a em campos, destacando-se os CAMPOS INTELECTUAL, CULTURAL, ESPORTIVO, ECONÔMICO, COMUNICAÇÃO e SOCIAL, mencionando que para pertencer a um desses campos você terá que ter obrigatoriamente capital relativo aos mencionados campos, você tem que ter cultura, conhecimento, dinheiro, etiquetas etc., inclusive, você dificilmente participará de mais de um campo, precisa ter muito capital para ser ao mesmo tempo intelectual, rico material e culturalmente, além de ser refinado nas etiquetas sociais, bom nas quadras de tênis e entender a linguagem simbólica e poderosa da comunicação.

Pois bem, como observador do fenômeno da imagem, tenho observado dentro da gloriosa administração pública o esforço de alguns personagens na criação de uma imagem, em muitos casos, conseguem criar falsas ou pseudo-imagens, ao criarem uma enganosa simbologia daquilo que não são e por isso mesmo, essas imagens são transitórias, efêmeras, já que o CAMPO INTELECTUAL não tolera quem não tem capital, quem tenta enganar com falsos conhecimentos, com decorebas de determinados temas, que o intelectual percebe de logo que o marketeiro, se assim podemos cognominá-lo, encontra-se apenas na superficie, sem raízes profundas ou embasamento teórico e filófico sobre a matéria, é apenas um enganador, então ele será expulso do campo e sua falsa imagem entrará para o folclore dos integrantes do campo.

Impossível para mim, por exemplo, integrar o campo social, não tenho nenhum capital para tanto, não consigo distinguir os sabores de vinhos, não manejo com perícia os garfos e taças, e sofridamente aprendir a manejar os hashis, além de ignorar a utilização da prataria e copos finos de dentro para fora ou de fora para dentro de acordo com sua distribuição na mesa e recomendação do cardápio, além de ser retardatário em gentilezas do tipo puxar cadeiras para a companheira e beijar mão, além de outras regras recomendadas pela etiqueta, então nesse campo colega, mesmo que você tenha capital em outros campos não se atreva neste, ele é profundamente cruel e desumano, que o diga a emergente carioca Vera Loyola que possui capital econômcio mas nesse aí é profundamente marginalizada, não é e nunca será aceita, de modo que se você estiver frequenatndo tais lugares, fique ciente, você nunca será bem vindo ou ido alí, e todos estarão lhe controlando, ou seja, de olho em você e nas suas gafes, e aí eu sou consciente, se o Procurador Geral por exemplo e os que possuem esse capital me chamassem um dia para lhe fazerem companhia num acontecimento promovido por um colunista social eu daria uma desculpa e não iria, não tenho capital para participar desse campo, mas às vezes se percebe pobres diabos forçando à barra, até uma foto em coluna social conseguem, mesmo que seja para servir de troça para aqueles que realmente possuem esse capital.

O capital econômico é o poder da acumulação, então, como é que você que é funcionário público poderá captar capital nesse campo para pertencer ao ciclo dos chamados ricos, dos empresários, industriais, investidores, nesse campo aí, não tem vez para calsse média, ou você tem, ou nunca será aceito nesse campo, você pode até se relacioanr esporadicamente com alguém do grupo, mas nunca será aceito pelo campo, são as regras do jogo.

Ah, no campo da cultura, aí é que a coisa é complicada, esse campo não suporta penetras e nem aproveitadores, é profundamente exigente, de uma certa forma, possuo um certo capital nesse campo e sei das dificuldades de quem pensa em adentrar nele, primeiramente, porque muitos misturam conhecimento com cultura e essa é a primeria repulsa dos membros do campo cultural, ter cultura, não significa ter conhecimento, ser intelectual, uma coisa é uma coisa, uma coisa é outra coisa, o ideal seria você pertencer aos dois campos, mas até que um suporta o outro, há uma boa relação entre o campo cultural e o intelectual e como observador, percebo que temos poucos membros com capital cultural. Me lembro de quando estudei antropolia e verifiquei que cultura são as criações do povo, das comunidades, nas artes em suas variadas formas, na religião, e especialmente no folclore, ou seja, o homem precisa de fugas, de fuga do trabalho, do stress, da correria e nada melhor do que criar a cultura para se divertir, nem só de arroz e feijão vive o homem, e como cada região é uma criadora de diferentes artes, temos uma admirável diversidade cultural.

Então amigo, não adianta você dizer que faz, que sabe, que é isso, que é aquilo. Relembre-se, os campos são exigentes e não suportam maquiagens, em vez de você encontrar tempo para visitar gabinetes na capital e abusar da boa educação dos que trabalham e fazem a adminsitração superior, tente acumular algum capital em algum campo, não seja estelionatário de sua própria pessoa, ou senão, você precisa de tratamento urgente, já que existem pobres homenzinhos e mulherzinhas (Erasmo de Roterdan) que viraram patológicos, acrediatm realmente que sabem e que fazem e ainda que temporariamente, constróem uma imagem, aliás uma falsa imagem, um enganoso poder simbólico, que por ser mentirosa, só deporá em desfavor de sua história, de sua medíocre, caritativa e fingida biografia.

Ah, para fechar, essas peças são tão ignaras, que ajudam a fabricar uma imagem ruim de colegas que não lhes são gratos ou lhes causam inveja, cuidado, quando um desses maldizentes (mesmo com a capa da pseudo-imagem) tentar passar uma imagem negativa de um companheiro, primeiramente investigue se as informações trazidas são verdadeiras ou quem lhes transmite é um boateiro, uma vez que o seu interlocutor pode ser o salafrário que finge trabalhar, que diz que traz o céu e a terra para as comunidades que deveriam ser assistidas por suas caríssimas e solenes funções, mas que na verdade são ilusionistas, já que seus feitos são desconhecidos pelas comunas, a urbe muitas vezes lhes consideram figuras abjetas e descartáveis, e que na verdade são mágicos e iconoclastas, o que sabem é enrolar, falsear e deporem contra os que possuem capital.

Concluindo, fiquem de olho em sua IMAGEM e perguntem: QUAL O MEU CAPITAL, QUAL O MEU CAMPO e me respondam se no esplendoroso parquet paraibano existem esses atores de ópera bufa ou no máximo "bobos da corte?

Fonte: apmp.org